Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ) descobriram um novo vírus em circulação no sudeste do Brasil com potencial para provocar uma epidemia, principalmente nas cidades que sofreram com as chuvas.

Trata-se do vírus Mayaro, que possui características parecidas com o Chicungunha, que são: dores nas articulações que se prolongam por meses e a ausência de qualquer tipo de tratamento ou vacina conhecidos . Testes de laboratório mostraram que a transmissão pode ser feita tanto pelo mosquito Aedes, quanto pelo pernilongo comum, o que potencializa o risco a epidemia.

O que torna o cenário preocupante é a dificuldade do país em controlar as doenças transmitidas por mosquitos:

Em 2015, veio a epidemia de Zika, com a microcefalia.

O Chicungunha, introduzido em 2014, se expandiu pela mesma época.

O início de 2017 foi marcado pela volta da febre amarela ao Sudeste, com a maior epidemia da forma silvestre já registrada nas Américas.

Este ano começou com uma explosão de casos de dengue (aumento de 339,9% em relação ao mesmo período de 2018), doença que voltou nos anos 1980 e não mais desapareceu.

Por enquanto – e pelo o que se sabe -, os casos do vírus Mayaro estão restritos ao estado do Rio de Janeiro, mas a gravidade da descoberta é que as pessoas infectadas não viajaram para regiões endêmicas, isto é, pegaram a doença por lá mesmo.

Agora, os cientistas tentam descobrir de onde veio o vírus. Uma possibilidade é a Amazônia ou algum estado do Centro-Oeste e a outra é que tenha sido trazido do Haiti, onde houve epidemia recente. Ele poderia ter sido trazido por imigrantes ou por um dos militares que integravam as forças brasileiras a serviço da ONU.

Também esperam saber se o Mayaro foi disseminado pelo mosquito haemagogo, muito comum nas matas e que se mostrou eficiente em propagar a Febre Amarela em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Ou, numa hipótese mais grave, começou a ser espalhado pelo Aedes , pelo pernilongo ou ambos os mosquitos urbanos..

Sem recursos para ampliar a pesquisa, os cientistas esperam analisar ao menos 400 amostras deste ano e observam a importância de procurar o Mayaro nos mosquitos do Rio.

Texto e Pesquisa: Márcio Ribeiro

Foto ilustrativa: Pixabay

Fonte: O Globo https://oglobo.globo.com/sociedade/ufrj-descobre-no-estado-do-rio-virus-mayaro-primo-do-chicungunha-23669202

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