Defesa de mestrado de Bella Silva

No dia 28 de fevereiro de 2024, defendi o texto dissertativo resultante da pesquisa que desenvolvi durante dois anos de Mestrado em Educação em uma das tantas Universidades públicas brasileiras. Sou, por algum motivo, uma das poucas mulheres desvalidas do país, que comemora uma conquista como essa. Sim, infelizmente estamos em um país que limita a nossa possibilidade de sonhar e de realizar sonhos, quando somos pobres. Ingênuos eram os meus imaturos pensamentos, expresso na frase: “Eu posso me tornar o que quiser, se me dedicar ao máximo”. Será mesmo que é a nossa dedicação ou formação que define o futuro que nos é dado? A vida vai mostrando que não.

Eu diria, depois de viver o Mestrado, que as nossas limitações não são postas apenas pela classe ou pelo gênero, mas por demais problemas que, refletidos nas relações sociais estruturadas, afetam as relações humanas. São tantas as Histórias e vidas afetadas por tais problemas, no passado e no presente, que pode não ser cabível mencionar como mais um dos casos, o meu. Eu sei, passados esses danos, que o que vejo hoje, sempre foi visto e vivenciado por outras e outros. Nada mudou desde a colonização. Somos o passado no presente. A nossa trajetória é a mesma, apenas os séculos evoluíram. O amadurecimento favorece a percepção.

Feita a reflexão, decidi, como parte da ética acadêmica e profissional, compartilhar agora a minha defesa em formato de Podcast. Foi exatamente assim que ela aconteceu. Nesse texto, tratei de alguns elementos compositores das ideias da professora Maria Mariá, manifestadas pelo envolvimento dessa personagem com a Campanha Nacional de Educandários Gratuitos (CNEG). O texto dissertativo continua a análise ao material que contatei desde a graduação em Pedagogia, cursada na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O Podcast conta com a edição e introdução do já conhecido companheiro, José Fagner Alves.

Escute com atenção e ajude a divulgar. A ciência pertence a todos e recebe razão de existência quando se torna útil a vida e as pessoas comuns.

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Sobre o autor

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É Pedagoga, Mestra em Educação e autora da obra "Uma década de PROSA". Busca desenvolver, por meio desta coluna, reflexões majoritariamente autobiográficas sobre as condições de vida das pessoas de origem interiorana, especificamente do interior de Alagoas. Escreve, comumente, crônicas e artigos de opinião, mas também utiliza-se da linguagem poética, quando pertinente à temática destacada.


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