Hoje, dia 19 de fevereiro de 2018, passei o dia no Tucarena, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Lá aconteceu o primeiro dia do VI Seminário Internacional: A Produção do Conhecimento no Campo da Educação especial.

O evento, que continua até o dia 21 de fevereiro, no mesmo local, é uma inciativa do Programa de Estudos Pós-Graduados Educação: História, Política, Sociedade (bonito, né?) e tem apoio da Fundação de Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Esses eventos são sempre muito importantes para a divulgação científica, para dar conhecimento das pesquisas realizadas sobre determinados temas. Se você estiver realmente disposto a peneirar, sempre conseguirá alguma informação que poderá ser útil para sua pesquisa em andamento, além de assimilar técnicas de investigação.

No entanto, eu tenho uma reclamação a fazer, não a este seminário em particular, mas a todas essas cerimônias científicas. Sei que o público alvo pertence ao meio acadêmico e que estes já são iniciados, mas é preciso pensar na comunicação. Eu, na minha infinita ingenuidade, acredito que essas palestras são feitas para comunicar. A questão é que é difícil manter a concentração por 20 ou 30 minutos quando o palestrante está lendo seu artigo científico em tom monocórdio.

Não me entendam mal, por favor. Os assuntos apresentados eram extremamente relevantes, mas o esforço que é exigido, para que se possa aproveitar toda a mensagem, é muito grande.

Durante o ano passado, quando participei da organização de um desses eventos, tentei argumentar com os doutores sobre a importância de tornar a mensagem mais clara. Minha ideia não foi bem recebida. Deu a impressão de que essa “barreira” era proposital.

Talvez seja hora de repensarmos o processo de divulgação científica.

 

José Fagner Alves Santos