Em uma noite carregada de emoções, nossos integrantes dividiram suas histórias.

Texto: Redação de O Berro

O Grupo  Mulheres do Brasil  foi fundado em outubro de 2013, pela empresária Luiza Helena Trajano.  Também participam do projeto empresárias como Sonia Hess (Dudalina), Chieko Aoki (Blue Tree Towers) e Janete Vaz (Laboratório Sabin). O projeto teve início com 40 mulheres. E, atualmente, já conta com 17 comitês e mais de 35 mil integrantes, no Brasil e no mundo. O grupo tem o objetivo de amplificar a voz das mulheres e engajar a sociedade civil na conquista de melhorias para o país.

As integrantes são de diversas profissões e classes sociais. Todas com o mesmo intuito: “Estimular a participação feminina na construção de um Brasil que seja melhor para todos os cidadãos”. Para isso, estabelecem diversas parcerias que buscam eliminar as desigualdades de gênero , condição social e raça.

Uma iniciativa que figura entre as mais sólidas e respeitadas do país. No dia 20 de setembro, o comitê Mundo Digital convidou o Berro e as garotas do aplicativo Rubi para conhecer o espaço e partilhar a nossa história. Houve muita emoção em nossa primeira fala pública. Assim, ao vivo e em cores, sendo transmitida na rede privada do grupo. Tivemos ali a possibilidade de falar para mais de 30 mil pessoas. O Berro soou alto. Ecoou pelos quatros cantos do mundo.

A oportunidade de nos revelarmos, contarmos nossa história e dividirmos os nossos sonhos, medos e objetivos foi incrível. E, para fechar a noite, entre as tantas oportunidades que nos foram dadas, tivemos a confirmação que conseguiríamos entrevistar a fundadora do grupo e conhecer o LuizaLabs.

O Mundo Digital também nos visitou. Conheceu nosso espaço e viu de perto como trabalhamos.

Três dos nossos integrantes ficaram responsáveis por nos representar. Os dias que antecederam o evento foram marcados por nervosismo, ensaios, medos e muita concentração na mensagem que pretendíamos passar.  Era fundamental que conseguíssemos dar peso à nossa voz.

O primeiro a se apresentar foi Kayky Moizinho, 15 anos. Ele começou seu discurso contando um pouco da sua origem e da sua trajetória. Passou a dividir com os ouvintes as histórias que já vivemos no Berro.  Foi um momento de muita emoção. Uma mistura de sentimentos tão intensos que não couberam no peito do Kayky, tiveram que transbordar em formato de lágrimas. A emoções contagiou a todos. Naquele momento, tivemos a certeza de que a noite seria inesquecível.

A próxima a falar foi Ana Clara Cordeiro, 15 anos. Em seu discurso, ela explicou que o Berro significa a chance de fazer algo novo em sua vida. Em seguida, contou aos ouvintes como a iniciativa ajuda os envolvidos a perceberem a comunidade de outra forma. “É impressionante, porque com o Berro, eu pude ampliar minhas perspectivas em relação ao futuro e enxergar características que eu nem sabia que existiam em mim”, afirmou. “Sei que evoluí de uma pessoa preguiçosa para uma pessoa focada, organizada e portadora de um olhar crítico e de uma voz potente”.

Ana Clara também aproveitou para contar como é o dia a dia do jornal e sobre como a participação dos jovens envolvidos os torna exemplos para outras pessoas “Aqui vocês podem ver apenas três jovens, mas nós representamos um grupo muito maior. Somos a voz de resistência da escola pública. Muitas vezes, durante nossas vidas, somos vítimas de preconceito por conta da nossa cor, nossa origem ou por conta do local onde estudamos”, observou. “Mas eu tenho muito orgulho de ser uma garota negra, moradora de uma comunidade e estudante de uma escola pública.”

O último a falar foi Pablo Silva, 16 anos. Ele optou por iniciar sua participação contando um pouco sobre a experiência de ser jovem na maior comunidade da cidade de São Paulo. Ele relatou as dificuldades e os diferentes problemas que colocam em risco o futuro dos jovens. Deu destaque para a falta de oportunidades e a facilidade que um jovem da periferia tem de se envolver com o crime.

“Infelizmente, o tráfico é uma opção muito convidativa para um jovem da favela. Ele não tem informação. Esse jovem é vítima de uma sociedade desigual. Quando ele vê um cara que vende drogas passando de carrão, acaba vendo nisso um convite. É preciso ajudá-lo a mudar esse pensamento. Mostrar que existem outras alternativas. Ensiná-lo a ler e escrever, de verdade. Levar informações que ele nunca teria. Foi por isso que criamos o Berro. Esse é nosso principal objetivo”

A noite foi encerrada com muitos abraços, comemorações e novas possibilidades.

Fica aqui nosso agradecimento ao grupo Mulheres do Brasil, em especial ao Comitê Mundo Digital. E aproveitamos para reforçar nosso convite de participação. O Berro está de portas abertas para todos e todas que quiserem viver conosco esta aventura.

 

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