Semana começa com paralisação dos funcionários estaduais da educação

Semana começa com paralisação dos funcionários estaduais da educação

10/18/2021 0 Por Márcio Ribeiro

Parte dos funcionários das escolas estaduais cruzaram os braços nesta segunda (18) em descontentamento com as ações do governo João Doria (PSDB) e de seu secretário, Rossieli Soares.

A gota d’água foi o não pagamento do abono salarial que será dado aos professores, mas também há outras reinvindicações, como:

  • Reajuste salarial anual de acordo com a inflação;
  • Respeito;
  • Evolução funcional;
  • Cancelamento do Projeto de Lei 26/2021 (Segundo os servidores, o projeto retira direitos dos servidores públicos estaduais);
  • Aumento do vale alimentação conforme inflação anual;
  • Efetivação dos contratados;
  • Volta da incorporação dos décimos do 133 de gerente de organização escolar. (A incorporação dos décimos é um artigo que foi retirado da constituição de SP que previa que a cada ano trabalhado como Gerente de Organização Escolar, era incorporado um décimo no salário base que é o salário da aposentadoria. Com a nova regra, por mais que o agente desempenhe a função de gerente por anos, ao se aposentar, os décimos não estarão incorporados);
  • Direito ao acúmulo de jornadas em outras unidades; (o acúmulo é proibido por lei)
  • QAEs de escolas PEI (ensino integral) com gratificação salarial de 70%, igual a professores.
  • Abono.

Vale lembrar que estes profissionais atuaram na linha de frente durante toda a pandemia, mantendo as escolas funcionando e auxiliando  os professores que trabalharam de casa, mas,  mesmo assim, foram ignorados pelo estado que não dará o abono (que também será dado aos professores temporários) e nem o reajuste. Não é de hoje que a categoria sofre nas mãos dos governos do PSDB.

A paralisação acontece ao mesmo tempo que governo declarou o retorno presencial obrigatório às aulas, apesar de que a maioria das escolas segue sem a garantia de condições sanitárias mínimas. Contrariando a vontade e a imposição do Secretário da Educação, muitas escolas não abriram hoje ou tiveram o funcionamento prejudicado por conta da paralisação, mostrando que, se quiserem, a classe tem força.

 

 

Texto Reportagem: Márcio Ribeiro

Foto: Fotos Públicas (fotospublicas.com)

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara e Esquerda Diário

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