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Poesia “O Sonho”, de Márcio Ribeiro

Eu tive um sonho muito estranho que eu não gosto de lembrar.
Assassinaram os nossos anjos “prá” maldade imperar.
E inventaram o dinheiro e ele temos que ganhar.
E sem ele é desespero, então temos que lutar.
A falsidade e a ganância para nos trapacear.
É mais lindo e mais belo quem tem dinheiro “prá” guardar.
E o idoso a morrer longe do seu próprio lar.
E é moda a gente ver a criança a chorar.
É um pesado desespero se num escuro caminhar.
E é cerrado o pesadelo e eu não consigo acordar.
E os pássaros sumiram e o sol não quer raiar.
Os animais se extinguindo sem a mata “prá” morar.
E os rios poluídos sem os peixes “prá” nadar.
E o mar tá parecido com um banheiro sem limpar.
E as pessoas estão brigando por que todos “quer ganhar”.
E as pessoas sem os anjos hoje estão a se matar.
Meu Deus do céu, me sacuda, alguém tem que me ajudar.
Oh! Divino – Me ajuda para eu acordar.
E esse sonho é maluco eu não consigo aguentar.
Ressuscitem os nossos anjos para o sonho aliviar.
Que o divino compareça em todo o lugar.
E eu não quero mais saber. E eu quero despertar.
Numa simples casa com os anjos a brincar.
E os deuses circundando todo o nosso lar.
Longe da maldade e a ganância deste sonho a sonhar.
Mas hoje eu quero acordar.

Criação e Autoria: Márcio Ribeiro

Data: 12/05/2003

Imagem: Pixabay

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