Cabe ao editor buscar meios que possibilitem a existência de sua publicação. A vaidade nos impulsiona a criar um periódico em formato americano, colorido, impresso em papel couchê, com capa dura, lombada e não sei mais o quê. A realidade brutal não permitiria tão grande massagem no ego.

Preço de gráfica, distribuição, edições encalhadas e uma série de outros problemas nos obrigam a pensar melhor. Além disso, com raras exceções, o material publicado nesses seis primeiros números carecia de melhor amadurecimento para que fosse dado tratamento gráfico tão primoroso. “Quem gaba o toco é a coruja”, diz um antigo ditado, no entanto, a honestidade me obriga a reconhecer que uma publicação laboratorial tem a finalidade de servir como exercício para a evolução e o aperfeiçoamento daqueles que nela publicam.

Pensando em todas essas questões, propus um periódico em preto e branco, em formato A5, que fosse fácil de imprimir utilizando equipamentos domésticos. A ideia funcionou bem. Qualquer um que tenha em mãos uma edição impressa pode comprovar o que eu digo. Ler no tablet pode ser interessante, mas é uma experiência completamente diferente.

Chegando à sexta edição podemos constatar que alguns colaboradores já vão esmorecendo. É difícil produzir sem o estímulo do retorno financeiro. É mais difícil ainda quando não há sequer o estímulo da vaidade. Outros, no entanto, refinando suas respectivas produções.

Esta publicação não é o que muitos gostariam que fosse. Mas ela está se aproximando daquilo que eu orquestrei há seis meses. Creio que teremos chegado a esse estágio até a décima segunda edição. Nesta, a pauta sugerida foi “música”. Gosto de acreditar que a revista se torna mais interessante a cada nova edição.O resultado pode ser conferido na revista disponível para download logo a baixo. 

Boa leitura.

J. Fagner

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