Uma matéria publicada no G1, Santos e Região, mostra os resultados de uma pesquisa que estuda a presença de cocaína e de produtos farmacêuticos na Baía de Santos, litoral de SP, com o seguinte título: “Litoral de SP tem 100 vezes mais cocaína no mar do que a costa dos EUA”.

Que o leitor, morador e turistas que visitam as praias paradisíacas do Litoral Norte ou aqueles que preferem as preservadas no Litoral Sul percebam que o estudo foi feito na Baía de Santos e não no litoral de São Paulo, como fala o título da matéria. O litoral paulista possui mais de 600 km de extensão e se estende entre os municípios de Cananéia e Ubatuba.

Vejam bem o que foi publicado: “A coleta da água para o estudo apresentado ocorre rotineiramente entre  3,5 e 4,5 quilômetros da costa, ao centro da Baía de Santos”. Em nenhuma  parte da reportagem outras cidades são citadas.

Lembrando que o banhista que frequenta aquela praia contaminada deve conhecer que ali  tem o emissário submarino, que despeja esgoto no meio da baía, tem diversos navios que circulam diariamente, tem os rotineiros desastres ambientais, com derramamento de óleo e também os rios que “drenam” as industrias de Cubatão. Fatos estes com grande potencial poluidor.

Leitores de O Garoçá  já reclamaram outras vezes, por meio de e-mail, da condução de algumas matérias publicadas pelo G1 ou pela TV Tribuna. Entre as reclamações apontadas, está aquela que quando uma notícia positiva acontece em Santos, todos sabem onde aconteceu,  mas quando a matéria é negativa eles dizem que é na região.

Esta matéria pode afugentar turistas para a próxima temporada de verão, tão aguardada pelos comerciantes locais, sendo que, algumas cidades do litoral paulista dependem exclusivamente dos meses de férias para sobreviverem.

Apesar da consideração feita nesta reportagem, a matéria publicada pelo G1 tem um conteúdo muito relevante e faz um alerta importante quanto às condições de algumas praias.  As autoridades devem trabalhar em cima dos dados apresentados para que o problema se resolva e que não aconteça em outras praias do Brasil

Veja a matéria publicada pelo G1

Texto: Márcio Ribeiro
Imagens: Pixabay
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