A entrega de seis prêmios do Oscar ao filme Guerra ao Terror, incluindo a categoria que fechou a noite de gala dos astros e estrelas do cinema – melhor filme – nos lembrou o fato de que uma produção, para se tornar a super, não necessariamente precisa investir tanto nos recursos que mais têm se destacado no mercado cinematográfico ultimamente, ou seja, a tecnologia de ponta, trazendo efeitos visuais cada vez mais deslumbrantes.

 

No entanto, é preciso algo além de todo esse mercado industrial tecnológico, pois eu diria que mais relevante ainda é a produção de um filme em que seus personagens consigam trazer a emoção e o cenário para fora das telas fazendo com que o espectador viva o que se está passando. Sim, o filme 3D também pretende unir ficção e realidade em uma coisa só ao aproximarem o público do cenário e seus personagens, mas acredito que muito mais do que uma viagem pelas telas do cinema através da tecnologia, seja a emoção que sempre acaba por falar mais alto, sendo esta produzida apenas pela forma como os personagens do filme são conduzidos.
Certamente foi isso que garantiu a vitória de Guerra ao Terror, a qual quebrou expectativas de muitos, alguns inclusive que já diziam que o Oscar não teria graça, pois Avatar ganharia em suas nove indicações, o que acabou por não ocorrer, pois o filme dos habitantes de Pandora conquistou apenas três categorias: fotografia, efeitos visuais e direção de arte.

 

Guerra ao Terror acabou por conquistar o dobro em: montagem, efeitos sonoros, mixagem de som, roteiro, diretor e melhor filme.
Outro grande marco da noite foi o prêmio de melhor diretor que, pela primeira vez na história do Oscar, foi entregue a uma mulher Kathryn Bigelow, nada menos que a ex de James Cameron, diretor de Avatar e detalhe, quem ensinou Kathryn Bigelow a dirigir produções e a realizar e a conduzir o maior ganhador de prêmios do Oscar da noite.