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Hair

Sucesso mundial que estreou nos palcos em 1967 e foi parar nos telões no ano de 1979, o musical Hair, dirigido e remontado por Charles Möeller e Claudio Botelho, veio para o Teatro Frei Caneca em São Paulo, depois de conquistar as plateias cariocas.

Hair garante emoção do começo ao fim contando a história de uma tribo de hippies de Nova York que integravam o movimento da contracultura do ano de 1968, marcado por diversos movimentos de mesmo gênero que se espalharam pelo mundo pregando o direito à liberdade, sempre no estilo paz e amor acompanhado de sexo, drogas e rock and roll.

O espetáculo prende a atenção logo no começo ao abrir a trama ao som de “Aquarius”, traduzido para a versão brasileira, apresentando todos os personagens que compõem essa linda e emocionante história que foca a vida de Claude (Hugo Bonemer), um dos integrantes da tribo hippie. Diante da convocação para lutar na Guerra do Vietnã e da pressão dos pais conservadores para que o filho vá defender sua pátria como um verdadeiro soldado, Claude se vê na difícil tarefa de escolher entre ficar com pessoas de quem ele realmente gosta ou mudar radicalmente de vida ao escolher servir ao exército dos EUA.

Diferente de muitos musicais, Hair se consagra não pela riqueza de cenários ou figurinos presentes na peça, mas sim por um intenso e incrível trabalho de expressão corporal dos atores que, não somente se destacam, mas conseguem concentrar toda a complexidade de um musical apenas na atuação cênica sem precisarem de recursos externos para arrebatarem o público.

Vale destacar as atuações dos atores Hugo Bonemer e Fernando Rocha, além da voz incrível da atriz Karin Hils que faz o teatro vibrar em canções como “Aquário” e “Deixa o Sol Entrar” que encerra o espetáculo em uma belíssima cena impedindo que muitos espectadores consigam conter as lágrimas.

Por Mariana Mascarenhas

 

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