Publicado em 24 de janeiro de 2016 

Por Mariana da Cruz Mascarenhas 

Ele encantou gerações com suas famosas tirinhas em quadrinhos, escritas e desenhadas entre os anos de 1950 e 2000 e, exatamente por isso, uma grande parte de seus fãs já está hoje bem crescidinha. Falo do cartunista norte-americano Charles Schulz, quem ficou conhecido mundialmente ao lançar uma das tiras de jornais mais famosas da história do planeta: Peanuts (Minduim em português).

Quem já acompanhou seus graciosos personagens dificilmente deixou de se encantar com as atrapalhadas de um garotinho azarado (Charlie Brown), apelidado de Minduim – ao lado de seu companheiro de quatro patas, um beagle de estimação que datilografa histórias, joga beisebol, entre outras atividades humanas (Snoopy) – e toda a sua turminha de amigos, como um menino que toca música clássica em seu piano (Schroeder), uma menina mal-humorada que insiste em irritar Brown e até um pássaro (Woodstock), melhor amigo de Snoopy, entre outros.

Toda essa turminha saiu dos jornais e foi parar nos telões com o lançamento do longa Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme. Dirigido por Steve Martino, a produção de apenas 88 minutos narra as trapalhadas de Charlie Brown na tentativa de chamar a atenção da mais nova coleguinha de bairro e de classe.

Rodado em 3D, com uma animação muito bem trabalhada no quesito formatos e cores, os personagens chegam até a arrancar suspiros de fãs mais fervorosos da criação, mas deixa muito a desejar ao contar uma história previsível, simples e linear, ganhando uma conotação bem infantil.

Todavia, ainda assim tais características não são páreas para a empolgação e o encantamento dos fãs pela fofura dos personagens. Sendo grande admirador(a) do desenho ou não, a dica é conferir e tirar as próprias conclusões.