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Não uma pessoa

Em comemoração aos 50 anos da morte de uma das maiores atrizes que o cinema já apresentou ao mundo – Marilyn Monroe – a peça Não Uma Pessoa presta-lhe uma homenagem por meio de um monólogo que traz os sentimentos e angústias por ela vividos.

Daniela Schitini, autora e atriz do espetáculo, traz para os palcos uma Marilyn conturbada com seus pensamentos e emoções. A história foca a gravação de um depoimento da personagem para o seu psicanalista, já que ela tinha dificuldades em dialogar com ele pessoalmente.

Daniela capricha no texto e incorpora uma Marilyn dialogando entre o real e o imaginário, revelando à plateia uma faceta que nos dá impressão de ela ter sido alguém que apenas construiu uma aparência e a revelou para o resto do mundo. Mas o momento em que ela expõe seu verdadeiro ser interior se dá justamente durante a gravação na qual ela desabafa suas emoções e angústias.

No entanto, o texto perde um pouco de seu encanto no momento em que a atriz o apresenta à plateia. Apesar de tê-lo escrito com uma formidável riqueza de detalhes, o mesmo não se dá no momento em que a atriz incorpora Marlyn nos palcos, trazendo uma trama linear carente de expressões e entonações à altura da personagem e do texto. Daniela não confere expressividade e principalmente o desejo e o olhar sedutor considerados características imprescindíveis para interpretar a grande atriz do cinema, cuja respiração já transpirava sensualidade, o que foi expresso de forma pouquíssima acentuada em Não Uma Pessoa.

Não obstante, vale assistir quando o intuito é lançar um olhar diferente para a personagem.

Com aproximadamente 50 minutos de duração, a peça é dirigida por Vivien Buckup com fragmentos de texto de Juliano Pessanha.

Por Mariana Mascarenhas

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