Com cenas emocionantes exibidas ao longo do documentário, “Senna” encanta até mesmo aqueles que foram acompanhar a carreira do piloto nos telões, mais por curiosidade do que pelo carisma de fã, mas certamente acabaram se envolvendo com os momentos de tensão e alegria vividos pelo ídolo brasileiro. A forma como a biografia de Ayrton Senna (1960 – 1994) é contada ganha certo distanciamento do formato de documentário habitual e recebe verdadeiros toques cinematográficos que transformam os vídeos verídicos do piloto correndo nas pistas em um verdadeiro “filme de ficção”, sem material fictício.

 

Dirigido pelo inglês Asif Kapadia, o documentário centraliza a atenção dos espectadores na mistura de emoções que o ídolo viveu nas pistas e foca principalmente as barreiras que teve de enfrentar para se tornar o tri-campeão mundial de Fórmula-1, como a forte rivalidade existente entre ele e o francês Alain Prost que não mediu esforços para tentar derrotar o mais novo piloto brasileiro que acabara de chegar, naquela época, e em pouco tempo havia se tornado o melhor do mundo. Fatos ligados a vida pessoal de Senna são deixados de lado, com exceção de algumas cenas que mostram o piloto com as namoradas Xuxa e Adriane Galisteu, mas que podem ser consideras apenas flashbacks sem muita relevância para o documentário.

 

Outro fator que contribui para que a história de Ayrton Senna exibida nos telões se assemelhe a de um filme é que todas as narrações, feitas de pessoas que foram próximas dele, sobre sua vida e carreira foram gravadas em off acompanhadas das emocionantes imagens de sua trajetória profissional até o dia de sua trágica morte em 1994. Fator esse que acaba por atrair bem mais a atenção do público do que em um simples documentário que muitas vezes interrompe uma sequência de imagens para mostrar as fontes que narram uma determinada história.

 

“Senna” estreou em 12/11/10 e certamente vai emocionar muita gente independente de ser ou não fã do maior piloto de F1 que o Brasil já teve.