Foto Divulgação

Adaptação do monólogo teatral que esteve em cartaz em 2018, a obra Minha Vida em Marte foi parar no cinema, revelando-se sucesso garantido nas telonas, com um público estimado de mais de 1 milhão de brasileiros, que já conferiram a trama desde a sua estreia, no dia 25 de dezembro de 2018. A atriz Mônica Martelli é quem dá vida a Fernanda, a protagonista da história, tanto no palco como no cinema. Foi quem ela produziu e fez a adaptação da história para a telona com algumas alterações.

No filme, Fernanda está passando por uma crise no casamento e, na tentativa de salvá-lo, ela recorre a variadas opções. Para isso, ela conta com a ajuda do seu inseparável amigo Aníbal (Paulo Gustavo). É justamente a parceria entre Mônica e Paulo Gustavo que garantem os momentos mais cômicos do longa, arrancando altas risadas do público. A fim de ajudar a amiga em seu conflito amoroso, Aníbal a acompanha nas mais diversas situações.

Dentre elas, destaca-se um dos momentos mais cômicos da trama em que, decidida a apimentar a relação, Fernanda vai com o amigo a um sex shop e conforme vão analisando os produtos, ambos fazem comentários hilários. Outro momento divertido ocorro quando os dois amigos vão a Nova York e também passam por alguns momentos inusitados.

Minha Vida em Marte é uma extensão da outra obra de grande sucesso Os Homens São de Marte… e É pra Lá que Eu vou, criado por Mônica Martelli em 2005, que virou peça de teatro, filme e série de TV. O sucesso dessas obras pode ser atribuído a forma cômica, sutil e, ao mesmo tempo, realista, com que a atriz e dramaturga aborda aspectos tão presentes no cotidiano das pessoas. A chamada crise dos 40 anos, os conflitos no casamento, as dificuldades em encontrar um novo par romântico, as tentativas frustradas de apimentar uma relação são aspectos enfrentados por várias pessoas e, muitos dos que ainda não enfrentaram, certamente passarão por isso algum dia.

A empatia de Mônica com o público é um dos fatores responsáveis pela personagem Fernanda conquistar um imenso público, especialmente as mulheres, que se identificam com a personagem em muitas das situações apresentadas. E não nos esqueçamos de Aníbal, muito bem interpretado por Paulo Gustavo e que mal abre a boca para fazer um comentário e já provoca risadas no público.

Além de trabalhar fatos do cotidiano com naturalidade e comicidade, sem apelar para estereótipos, as vivências de Fernanda trazem importantes reflexões sobre a relevância de seguir aquilo que nos traga a verdadeira felicidade – mesmo que, para alcançá-la, seja necessário sofrer antes – ao invés de ter uma vida de aparências, com o único intuito de seguir padrões impostos pela sociedade. E nada melhor do que fazer tais análises com umas boas risadas.

 

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