Há pouco tempo atrás o IBGE divulgou que o crescimento da economia brasileira foi de 2,7% em 2011. O aumento foi pouco considerando-se que em 2010 o crescimento econômico foi de 7,5%. No entanto, a economia brasileira ultrapassou a britânica e se tornou a sexta maior do mundo. Entre os diversos comentários feitos a respeito do assunto, alguns envolviam uma análise mais crítica do fato relatando que a grande diferença no crescimento econômico acarreta em um desempenho brasileiro bem abaixo do esperado e que o fator poderia ser prejudicial para o país, a ponto de ocasionar uma recessão econômica.

Abro um parênteses aqui para ressaltar que o crescimento econômico foi pequeno sim, mas apenas em termos de comparação com o ano anterior, pois, se levarmos em conta a situação da economia mundial, veremos que ela não se encontra em estado deteriorável.

O ano de 2011 foi um período em que grande parte dos países desenvolvidos foi assolada pela crise econômica e teve sua economia praticamente estagnada. Portanto, se tivéssemos assistindo a um crescimento econômico mundial de taxas elevadas, certamente poderíamos apontar o Brasil como um país que não obteve o desempenho esperado, mas, esse pouco crescimento se torna muito diante da estagnação de riquezas exteriores oriundas de países desenvolvidos. Uma economia que é a sexta maior do mundo e uma das que mais tem atraído os olhares estrangeiros não pode estar a beira de uma recessão.

Por Mariana Mascarenhas
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