Excluí meu perfil no Twitter há alguns dias. Sinto-me mais leve. Eu sei que parece clichê, mas é a pura verdade. Já havia comentado por aqui o quanto as redes sociais estavam me fazendo mal (cf. Como o cristianismo influenciou os modernos movimentos políticos).

Sempre que eu tentava manter o equilíbrio era bombardeado por representantes dos diferentes credos. Não pega bem buscar o caminho do meio (cf. Viva Narciso).

Confesso que tinha medo de ficar desatualizado. Isso não aconteceu. Percebi, inclusive, que estou longe de toda aquela informação desnecessária e cada vez mais concentrado no que realmente importa para mim.

Perdi contato com algumas pessoas, é verdade. No entanto, tenho conseguido gerenciar melhor o meu tempo.

Minha contribuição àquela rede social nunca foi significativa. Eu tinha um número muito pequeno de seguidores, minhas postagens eram solenemente ignoradas e, vez por outra, algum mal-educado resolvia me atacar. Tomei consciência de que permanecia com aquele perfil ativo porque eu acreditava no mito de que o jornalista precisa estar nas redes sociais. O jornalista precisa estar na rua, apurando, checando, tentando encontrar a nova história. As redes sociais são muito úteis na hora de divulgar o link para a reportagem pronta, mas é só isso.

As discussões se tornaram tóxicas – para usar um termo da moda. A quantidade de informações falsas sendo divulgada é muito grande, é preciso filtrar. Melhor ir direto nos sites e portais que confio. Duas ou três vezes eu havia acreditado em notícias divulgadas por perfis fakes. Isso me desgastava muito.

Continuo absorvendo muita informação diária, mas bem menos do que antes. Estou menos concentrado no meme do momento e mais direcionado para os assuntos do meu interesse.

O próximo perfil que irei excluir será o Linkedin. Só estou criando coragem.

Estou tentando cortar tudo que não me acrescenta, talvez assim eu possa aproveitar melhor as coisas que importam.

 

José Fagner Alves Santos

Imagem de Лечение наркомании por Pixabay

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