O erro editorial se esconde entre as linhas de texto, os gráficos e as fotografias. Durante todo o processo de elaboração ele permanece imperceptível. Quando você tem, finalmente, o material impresso em mãos, ele salta bem no meio da sua cara.

O processo de criação desta primeira edição do fanzine Editoria Livre foi um aprendizado e tanto. Desde que dei o trabalho como encerrado de fazer mais de dez correções. Acostumado a dividir o labor editorial com uma equipe, desta vez estive sozinho. Claro que houve a contribuição que cada participante deu cedendo seu conteúdo, mas eu precisei revisar, diagramar e editar tudo sozinho.

Para piorar, eu ainda estava executando outras trabalhos oficiais e tarefas durante o mesmo período. O resultado não poderia ser muito diferente. Bastou a primeira cópia ser impressa e os erros começaram a saltar do papel.

Imprimi meu exemplar, revisei todo, marquei de caneta, fechei o arquivo digital novamente e… ainda havia erros. Corrigi novamente, achei mais erros. Parecia que eu enfrentava a Hidra. A cada cabeça arrancada, duas novas surgiam no lugar.

Algumas lições ficaram bem claras neste processo: 1) não dá para disponibilizar o arquivo antes de fazer uma revisão num exemplar impresso. O brilho do monitor deixa a leitura muito cansativa e permite que muito erro bobo acabe passando; 2) precisarei de ajuda editorial para as próximas edições. Se quero lançar uma edição por mês, com ritmo e qualidade comercial – excetuando o processo de impressão, é claro –, será preciso dividir tarefas. Não tenho a capacidade de cuidar de todas as etapas sozinho.

É óbvio que os erros sempre existirão, mas vamos minimizá-los ao máximo. Tenho o plano de lançar, ao menos, 12 edições do fanzine Editoria Livre. Esse processo servirá, principalmente para mim, como um curso de produção editorial. Muitas experiências serão acrescentadas ao longo deste ano. Torço para que esse aprendizado compense todo o esforço.

 

José Fagner Alves Santos