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Volátil

Onde queres revólver,
Sou coqueiro…
Mas, e se queres coqueiro?
E se queres o oco da folia em fevereiro?

O quereres saber, estar, fazer
Já não quer querer mostrar,
Quer tão somente ser.

E se queres POIESIS no cantar,
Super Cine “Il Postino” aceder,
Fazes então qual Neruda a rimar.

Apodera-te da canção de um herói:
Se Rubin Carter a perecer,
Como Dylan diz que dói
Manchar com sangue a lona,
Mancha de verde o papel que abona.

Verde que te quero verde!
Verde que te quero rosa!
Tanto faz se é Lorca ou Cartola,
O que importa é o “verde”
Seja na jaqueta ou na estola.

Vai! Escreve que eu canto!
E se me vens de canto,
Me lanço com tudo.
Te pego, te rasgo, te como… te posto no tubo.

Agora, voltas ao papel.

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