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Lie to Us

Estamos vivendo um período que é dos piores de nossa história. Estamos vivendo sob a ditadura das palavras convenientes. Quem não segue a cartilha é no mínimo odiado e desprezado.

Em nossos dias atuais parece haver um conjunto de regras que sem dizer explicitamente obriga quem escreve a dizer ou não o que pensa sobre determinados temas. O mesmo se observa nos telejornais e na vasta maioria dos conteúdos veiculados em blogs e canais do Youtube.

Inexplicavelmente aos poucos estamos abrindo mão da frágil liberdade de pensar e se expressar com verdade em troca de mera aceitação. Até mesmo numa roda de amigos temos de ponderar antes de fazer elogios a uma idéia ou criticar um comportamento.

O medo de sermos rotulados de “reativos”, “negacionistas”, “machistas”, “esquerdistas” e até “bolsonaristas”, faz com que homens e mulheres tenham de olhar quem são seus pares no momento da fala para então ajustar essa fala de modo a gerar o mínimo de conflitos.

Do contrario, aparecerão haters aos milhares dispostos a destruir a imagem pública, a carreira profissional e tudo que puderem.

Para não ir de encontro ao fluxo e sofrer com os embates, nos acovardamos. Fazemos de conta que não ouvimos ou entendemos apenas para não expor nossa perspectiva alternativa.

E o mundo vai virando um faz de conta... Faz de conta que está indignado, faz de conta que se importa, que acredita... Apenas faz de conta!

Aí você liga a televisão e os repórteres parecem um bando de papagaios criticando em uníssono uns poucos pais e mães que cansados de adoecer trancados em casa levam os filhos pra caminhar na praia numa manhã de domingo. Vergonhosamente os mesmos indivíduos que tanto pisam sobre esses pobres pais e mães, nada dizem a respeito dos ônibus e trens lotados nos horários de pico, algo que não mudou mesmo após a “pandemia”.

Aliás, por falar em “pandemia”, ela tem poder para parar tudo, mas embora tenham sido postergadas, as eleições 2020 acontecerão e o eleitor continua a ser obrigado a ir votar. Curiosamente desde 2017 está parada uma PEC com finalidade de decidir se o voto pode ou não ser facultativo. Em nome do bom senso, já que temos em andamento uma “pandemia” mortal, por que não facultar aos nossos cidadãos o direito de ir ou não ás urnas?

E por que não brigamos pelo que deveria ser nosso direito? Por que não queremos ser inconvenientes, por que queremos seguir o fluxo (é mais fácil) e por que aos poucos o bombardeio das mídias empoderadas por aqueles que estam lucrando com tudo isso - agronegócios, indústria farmacêutica, laboratórios e os médicos - começamos a desistir de se quer pensar em questionar.

Movimentos sociais que deveriam lutar pelos interesses dos mais pobres estam trabalhando contra os pobres. Quando dizem que “nossas crianças estão no lugar certo que é em casa” e não na escola, estão deixando de dizer que os filhos dos ricos, ou daqueles que pelo menos conseguem pagar escola particular para os filhos, em nada perderão. Já a vasta maioria da população escolar usuária das redes públicas de ensino ficarão atrasadas.  Como sempre quem mais perde são os mais pobres ou aqueles que já têm menos.

Mas ninguém quer questionar e quando o faz parece que está errado em pensar livremente.

Poderíamos citar umas tantas coisas mais das quais nossa sociedade não permite questionar atualmente. Essa mordaça que estão nos impondo faz com que alguns de nós termine indo para o lado “errado”¹ da força como quando em 2018 elegemos um incompetente para comandar o país.

Ou iniciamos um movimento de libertação de nossos pensamentos e vozes ou nos tornaremos caricatura de nós mesmos. Então um dia acordaremos tão emaranhados nesse mundinho politicamente correto que nos descobriremos completamente mortos por dentro.

Quanto aos pais e mães que ousam levar os filhos para caminhar ao ar livre, digo que estou com eles. Para algumas pessoas mais importante que meramente sobreviver é viver e viver com um mínimo de dignidade.



1- O termo original em Star Wars é “o lado negro da força”, mas para evitar mal entendidos e mimimis...

Crédito da Imagem: blog Dedé Montalvão

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