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ITANHAÉM-ABAREBEBÊ: breve histórico

ITANHAÉM-ABAREBEBÊ: breve histórico
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Inde um dia, para eu ler, hei de escrever um artigo sobre a necessidade de cuidarmos mais um pouco das obras de arte, boas e más, que nos legou o nosso estreito passado” (sic.) (ANDRADE, 1921)

Itanhaen, grafia usada por Mário de Andrade, no artigo publicado em 1921, sobre o patrimônio cultural da povoação colonial no Litoral Sul Paulista. Buscando esclarecer a história das origens, foi observado que muitas vezes se confundem as paragens com povoações, com a fundação de vilas[1], com as capitânias hereditárias da colônia portuguesa na América, às vezes parece que só começou após a chegada do homem europeu, assim a investigação está sendo feita com base em documentos como o diário de navegação 1530-1532 da expedição de Martim Afonso de Sousa, bem como análise crítica de bibliografia existente de Francisco Varnhagen, Frei Basílio Rower, Pedro Taques de Almeida Pais Leme, Benedito Calixto, Serafim Leite, Mário de Andrade, do arquiteto Carlos Lemos, do historiador Carlos Gutierrez Cerqueira; desenhos como do engenheiro militar José Custódio de Sá e Faria, realizados em 1776; e levantamentos arquitetônicos realizados em campo.

A expedição de Martim Afonso de Sousa partiu de Lisboa pelo Rio Tejo em 1530, atravessou o oceano Atlântico, fez um reconhecimento da costa de norte a sul, até o rio Prata. Conforme escrito no “Diario da Navegação” por Pero Lopes de Sousa, irmão de Martim. No retorno, a expedição tratou da ocupação do território, independente das paragens feitas, avistou o porto de São Vicente em 20 de janeiro, no dia 22:

“Terçafeira pela menhãa […] Aqui neste porto de Sam Vicente varámos hûa não em terra. A todos nos pareceu tam bem esta terra, que o capitam J. determinou de a povoar, e deu a todolos homês terras para fazerem fazendas; e fez hûa villa na ilha de Sam Vicente; e outra nove léguas dentro pelo sartam, á borda d’hum rio, que se chama Piratininga: e repartiu a gente nestas duas villas e fez nelas oficiaes: e poz tudo em boa obra de justiça, de que a gente toda tomou muita consolaçam, com verem povoar villas e ter leis e sacreficios, e celebrar matrimônios, e viverem em comunicação das artes;[…]”(sic.) (VARNHAGEN, 1839, p.58).[2]

Segundo o historiador Varnhagem, em biografia de Martim Afonso de Sousa, após aportar em 1532 em São Vicente, oficializar a primeira povoação, estabeleceu a segunda povoação no sertão de Piratininga, Santo André da Borda do Campo, que depois se uniu a São Paulo, fundada pelos jesuítas. Sousa percorreu a área que seria parte da sua Capitânia: “vai de novo ao litoral sul, em Dezembro de 1532 e designa, em Itanhaen, o local da sua terceira povoação” (sic.) (VARNHAGEM, 1915, p.498).Porém,não tem a posição geográfica exata. Segundo Madre de Deus “Itanhaém está situada na latitude austral de 24°11’ e na longitude de 331°20’” (DEUS, 1975, p.144). A primitiva Itanhaém provavelmente seria entre os rios Peruíbe e Itanhaém, uma pequena elevação, conhecido como outeiro de São João Batista, lugar onde viviam indígenas, que depois foram catequizados pelos missionários jesuítas[3] em visitas frequentes. A posteriori, o local passou a se chamar Aldeia de São João de Peruíbe, “como não era de fundação jesuítica, tão pouco foi jamais administrada pelos Padres da Companhia, […] Era uma Aldeia de El-Rei” (ROWER, 1957, pp.495-504). Lugar onde foi construída depois a igreja dos franciscanos[4], a aldeia foi extinta em 1805 (ROWER, 1957, p.502). Hoje é conhecida por Aldeia Velha, no atual município de Peruíbe. Ali restam as ruínas da igreja e residência dos catequistas, conhecido como o sítio arqueológico Abarebebê[5]. Contemporaneamente, à margem esquerda do rio Itanhaém, distando cerca de duas léguas[6] da primitiva, foi o local onde existiu o povoado denominado Conceição de Itanhaém, com uma ermida dedicada à Nossa Senhora da Conceição no alto do Morro Itaguassú. Este local, posteriormente, veio a ser sede da sua “extensa capitânia” (VARNHAGEM, 1915, p.498). Martim Afonso enviou casais, sementes de plantas, incluindo cana-de-açúcar para produzir em sua capitânia no Brasil.  Entre suas viagens para a Índia, em 1544, a aldeia primitiva recebeu a sagrada Imagem de Nossa Senhora da Conceição[7]. Segundo consta na biografia de Sousa: ele “não se esqueceu das suas três povoações, na Capitania de S. Vicente” (VARNHAGEM, 1915, p.498). O pintor Benedito Calixto ousou ao intitular seu livro, publicado em 1895, “A Villa de Itanhaem. Segunda povoação fundada por Martim Affonso de Souza”.  O Frei Basílio Rower comentando a respeito de Benedito Calixto declarou que ele era: “melhor pintor que historiógrafo” (ROWER, 1957, p.503).

Em 1549 chegaram ao Brasil missionários jesuítas na companhia de Thomé de Souza, designado pelo rei como primeiro Governador Geral do Brasil. Neste mesmo ano teria, de fato, sido iniciada a ocupação pelo castelhano João Rodrigues e pelo português Cristóvão Gonçalves, que se instalaram para criar benfeitorias agrícolas. Sendo assim, o povoado de Conceição de Itanhaém, torna-se freguesia no Termo da Vila de São Vicente (BUENO, 2010, p.278). Este povoado em abril de 1561, foi elevado à condição de vila, com a instalação do pelourinho, por provisão do Capitão-Mor Francisco de Moraes Barreto, loco-tenente do donatário Martim Afonso, governador da Capitânia de São Vicente (REIS FILHO, 2013, p.159. DEUS, 1975, p.143-144. VARNHAGEN, 1915, p.499).

A denominada Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém se torna sede da Capitania de Itanhaém, no período de 1624 a 1679[8], com predicamento e jurisdição sobre toda uma vasta região. Esta capitania foi extinguida em 1791, quando as principais famílias e autoridades começaram a abandonar a vila e muitos habitantes emigraram para São Paulo. A antiga sede da Capitania, a Casa de Câmara e Cadeia construída em 1624 é uma pequena edificação sobradada na praça onde esteve o pelourinho, em frente, cerca de 60 metros, da Igreja Matriz Santana, com a técnica construtiva de pedra e cal. Possivelmente sua feição atual é decorrente de uma reforma feita no século XIX, quando provavelmente recebeu um acréscimo ao prédio na parte frontal, de modo que a escada externa passou a ser interna ao edifício, este é um tema a ser investigado. 

Nos anos de 1897, 1898, e 1899, esse patrimônio era visto na paisagem, segundo manuscrito de Caio Prado Junior que descreve: “Eram 10 horas menos um quarto a 1ª tripleta[9] avistou o convento que se erguia altivo sobre uma massa de rochedo dominando Itanhaen (sic.). Esta tripleta fez o percurso em 1h e 45!”. Prado participava do grupo de ciclistas da capital, que se utilizava do transporte ferroviário até Santos, depois iam para São Vicente, onde atravessavam o canal para a parte continental, e seguiam em suas tripletas até Conceição de Itanhaém. Reconheciam na paisagem cultural a referência de chegada no destino do percurso, era quando descortinava no outeiro a ermida da Conceição em ruínas. Na terceira vez os ciclistas se permitiram desfrutar mais do local. Continua a descrição:

Começamos pela egreja matriz, muito simples interiormente, e tendo na parte exterior por cima da porta uma lapide de pedra com a data 1761. […]

Finda a visita, rumamos todos para a grande escadaria (rampa) de pedra maciça a fim de visitar o mais velho convento do Brasil: o convento de Itanhaen. Infelizmente em ruinas!!. Nesse alto de morro onde foi construído esse mosteiro, a vista é verdadeiramente surpreendente e admirável! […].

Penetrando no velho convento ou antes nas ruinas da velha igreja, notamos que só existiam as paredes e no interior muito mato, nada havendo, portanto, digno de nota. […][10]. (sic.)

O poeta e escritor Mário de Andrade visita em 1921 a cidade de Itanhaém para escrever o artigo sobre patrimônio cultural com o título “Itanhaen”, ele descreve de modo romântico a viagem feita de carro com chauffeur:

[…] E lá fomos visitar a igreja e o convento. Aquela, situada na praça, levantava as suas enormes paredes de pedra, solitariamente, num descanso dominical. Estava aberta e sem ninguém. Aliás desinteressante. Mas sobre uma cômoda, na sacristia, invalidas e desantoradas, cochilavam umas curiosíssimas imagens de madeira e de gesso, aparentando larga idade. Completamente abandonadas, ao insulto do primeiro visitante que lhes quisesse puxar o nariz. Aliás estragadíssimas e partidas. […]

O convento é bem mais interessante. Sobe-se a ele por um gigantesco aclive artificial que se espraia na parte mais baixa aum pequeno largo murado, dum desenho gracioso e cheio de fantasia. Ahi o cruzeiro. Depois do primeiro lance de ladeira, perfurado por um arco sob o qual bandolina uma água de fonte, ergue-se o segundo, em ângulo como o primeiro, que vai terminar no terrapleno onde está o edifício tri secular. 1534 e 1654 são duas datas inscritas na fachada. E o rendilhado frontão barroco! O estilo barroco só produziu obras sentidamente belas onde a fantasia, não se tornou erudita e por isso pretenciosa. […] (sic.) (ANDRADE, 1921)

Ainda há muito a ser estudado sobre esse patrimônio cultural: há um importante sítio arqueológico a ser escavado, há documentos a serem investigados, antes de qualquer intervenção superficial. De Itanhaém saíram artistas como Benedito Calixto e Emídio de Souza, e muitos outros, como: Adrien Henri Vital Van Emelen, Anita Malfatti, Alfredo Norfini, Alfredo Volpi, José Pancetti, Renè Lefèvre, inspiraram-se na paisagem cultural, deixando belos registros do local.

Figura acima: Vista aérea do Conjunto Arquitetônico Igreja e Convento Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, feita em 2018 por Pietro Becherini. Observar a proximidade com o rio Itanhaém, o campo de futebol de várzea. Local onde era o Marcado Municipal com um mural de mosaico de S. Tonissi. Figura à direita:  Vista aérea do Conjunto Arquitetônico Igreja e Convento Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, antes da ocupação da várzea, sem data. Figura à esquerda: Planta esboçada pelo pintor Banedito Calixto com o possível leito do rio Itanhaém lindeiro ao Morro Itaguassú. Em: Capitanias Paulistas. São Paulo: Duprat e Mayenca, 1927. Disponível no Instituto de Estudos Brasileiros – IEB/USP.

No decorrer do tempo, na década de 1970, foi elaborada a legislação de ocupação do solo, contemplando todo o território do município, alcançando cerca de 601 km². Entretanto, em meados da década de 1990, foi elaborada uma nova legislação que considerou apenas um quinto da área do município, permitindo a construção de edifícios, na costa, com critérios questionáveis, dando início a um processo de verticalização que compromete essa inédita paisagem cultural. Outro fator comprometedor, é a falta de conservação da vegetação no Morro Itaguassú que cresce e esconde o patrimônio edificado no meio da mata, trazendo muita umidade e acelerando a deterioração do bem. Enfim, a cidade histórica está perdendo sua identidade e como escreve o arquiteto Rem Koolhaas se tornando uma cidade genérica.


NOTAS

[1] “O que caracteriza a fundação de uma vila, quer em Portugal, quer no Brasil, é a existência do poder municipal, simbolizado pelo pelourinho e pela Câmara, …”. SILVA, 2009, p.35.

[2] SANTOS, 2020. 

[3] Antes dos jesuítas chegarem na colônia, a expedição de D. Pedro Álvares Cabral, quando foi descoberta a terra denominada Vera Cruz, em 1500, foi acompanhada por oito missionários franciscanos, que estabeleceram os primeiros contatos dos religiosos com os indígenas; entretanto a Ordem dos capuchinos só se estabeleceu definitivamente em 1585. ROWER, 1942, pp. 9-10.

[4] Igreja com pequeno alpendre, desenhada pelo engenheiro militar José Custódio de Sá e Faria em 1776.

[5] Ruínas do Abarebebê, no atual município de Peruíbe/SP. Sítio arqueológico registrado sob o número de inscrição 130, p.24 do livro de tombo do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – CONDEPHAAT, em 29/05/1981. Decorrente do processo número: 09515/69, sob a Resolução de 11/08/79.

[6] Uma légua de sesmaria 6.600 metros. BUENO, 2011, p.51.

[7] Esta imagem se encontra na Igreja Matriz Sant’Anna, localizada na praça de Itanhaém.

[8] Quando o oitavo donatário toma posse. LEME, s/d, p.116-117.

[9] Tripleta é uma bicicleta com três lugares.

[10] Acervo IEB-USP, coleção Caio Prado Junior, CPJ-HESP017-027 e CPJ-HESP019.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Mario de. Itanhaén, publicado no jornal “Os Debates”, edição de 24/01/1921. São Paulo: Acervo do IEB, Coleção Mário de Andrade, DPR019_0021.

BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Desenho e Desígnio: o Brasil dos engenheiros militares (1500-1822). São Paulo: EDUSP-FAPESP, 2011.

______. In: Patrimônio de origem portuguesa no mundo: arquitetura e urbanismo. Volume: América do Sul. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. (pp. 278-279)

CALIXTO, Benedito. Capitania de Itanhaen. Memória Histórica. São Paulo: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. 20, pp.401-425, 1915.

______. A Villa de Itanhaem. Segunda povoação fundada por Martim Affonso de Souza. Santos: Typ. do “Diário de Santos”, 1895. (Acessado 13/02/2018 em: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/6726).

DEUS, Frei Gaspar da Madre de. Memórias para a história da Capitania de S. Vicente, hoje chamada de São Paulo. São Paulo: EDUSP, Belo Horizonte: Itatiaia, 1975.

LEITE, Serafim. Novas páginas de história do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.

______. História da Companhia de Jesus no Brasil. Porto: Tipografia Pôrto Médico Limitada, 1938, v.1.

LEME, Pedro Taques de Almeida Pais. História da Capitânia de S. Vicente. Com um escorço biográfico do autor por Affonso de Taunay. São Paulo: Melhoramentos, s/d. Disponível em: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/3954, acesso em 30/12/2018.

REIS FILHO, Nestor Goulart. As minas de ouro e a formação das Capitanias do Sul. São Paulo: Via das Artes, 2013.

ROSADA, Mateus. Igrejas Paulistas da Colônia e do Império: Arquitetura e Ornamentação. São Carlos USP-IAU: Doutorado, 2015.

ROWER, Frei Basílio. Páginas de história franciscana no Brasil: esboço histórico e documentado de todos os conventos e hospícios fundados pelos religiosos franciscanos. Petrópolis/R.J.: Vozes, 1957.

SANTOS, Regina Helena Vieira. “Itanhaém: Arquitetura Colonial no litoral sul de São Paulo“. In: MARTINS, Renata; MIGLIACCIO, Luciano (Org.). No Embalo da Rede: Trocas Culturais, História e Geografia Artística do Barroco na América Portuguesa. Sevilha / São Paulo: UPO/FAU-USP, 2020, no prelo. 

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Artigo Completo ISBN: 978-85-94140-04-3 Volume 1 p.287-306, disponível:

https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/cachoeira-do-sul/arquitetura-e-urbanismo/wp-content/uploads/sites/221/2020/03/II_CNSPC_2019__Anais_Volume-1.pdf

______. Itanhaém: as duas igrejas do período colonial. Salvador – UFBA, 2019. (ISBN: 978-85-8292-220-0 / p.1254-1269)

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______. Patrimônio Religioso do Período Colonial em Itanhaém. Belo Horizonte – UFMG, 2019. (ISBN: 978-85-5722-038-6 p.1-15), disponível:

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______. Itanhaém-Abarebebê: Patrimônio histórico e arquitetônico na paisagem cultural do litoral paulista. São Leopoldo/RS: Oiko editora, 2019. E-book: “A ação global da Companhia de Jesus: embaixada política e mediação cultural” p. 741-785 (ISBN: 978-85-7843-846-3) Disponível:

<http://oikoseditora.com.br/files/A%20a%C3%A7%C3%A3o%20global%20da%20Companhia%20de%20Jesus%20-%20E-Book.pdf>

______. Itanhaém: Patrimônio Histórico e Arquitetônico na Paisagem Cultural. Belo Horizonte/MG – UFMG, Anais 5º Colóquio Ibero-Americano: paisagem cultural, patrimônio e projeto. Publicado em 28/02/2019 (ISSN: 2178-5449 p.1-18). Disponível:

https://www.even3.com.br/anais/5coloquiodapaisagem/111408-itanhaem–patrimonio-historico-e-arquitetonico-na-paisagem-cultural/ e https://even3.blob.core.windows.net/anais/111408.pdf

______. Itanhaém para o século XXI. São Paulo: Catálogo Geral da 3a. Bienal Internacional de Arquitetura, p.333, 1997.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da Silva (org.). História de São Paulo Colonial. São Paulo: Editora UNESP, 2009.

TOLEDO, Benedito Lima de. Esplendor do barroco luso-brasileiro. Cotia/SP: Ateliê Editorial, 2012.

_______. O real corpo de engenheiros na capitania de São Paulo. São Paulo:  João Fortes Engenharia, 1981.

VARNHAGEN, Francisco Adolfo de. Diario da Navegação da armada que foi a terra do Brasil em 1530 sob a capitania-mor de Martim Affonso de Sousa escripto por seu irmão Pero Lopes de Sousa. Lisboa: Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, 1839. Disponível em: <http://www.novomilenio.inf.br/sv/svfotos/svh069.pdf>, acesso em 05/01/2019.

______. Biographia de Martim Affonso de Sousa. São Paulo: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. 20, pp.491-516, 1915.

Fontes primárias:

Processo CONDEPHAAT nº 00350/1973: Conjunto arquitetônico: igreja e convento de Nossa Sra. da Conceição.

Processo CONDEPHAAT nº 00349/1973, Igreja Matriz de Santana.

Processo CONDEPHAAT no 08577/1969, Casa de Câmara e Cadeia.

Processo CONDEPHAAT no 09515/1969, Ruínas do Abarebebê.

Acervo do IEB – Instituto de Estudos Brasileiros; manuscritos da Coleção Caio Prado Junior: CPJ-HESP017-026; CPJ-HESP017-027; e CPJ-HESP019.

Regina Helena Vieira Santos Doutora, na área de História e Fundamentos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo / FAU-USP; em parceria com o Dipartimento di Architettura da Università degli studi di Firenze-Italia / DiDA-UniFI. (2013-2017). Mestre na área de História e Fundamentos em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Universidade de São Paulo / FAU-USP (2005-2008). Especialização em desenho e Gestão do Território Municipal, objeto de estudo Município de Itanhaém; PUC-CAMPINAS, 1997/1998. Cursou como extend student na School of Fine Arts da San Diego State University / SDSU California, EUA, 1994-1996. Concluiu a graduação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica de Santos / FAUS (1989-1994). Professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FIAM-FAAM-FMU Centro Universitário. (2009-2019) Atuou como professora colaboradora na disciplina de Laboratório de Restauro do Dipartimento di Architettura na Università degli Studi di Firenze em 2016/2017. Atualmente é pesquisadora e colabora como professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Atua como arquiteta efetiva no Departamento do Patrimônio Histórico - PMSP/São Paulo, Myseu da Cidade de São Paulo-MCSP. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto de Restauro de Arquitetura. Membro do ICOMOS. Associada ao Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP. CAU n. A22542-8.

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