FACHADAS – ITANHAÉM

FACHADAS – ITANHAÉM

02/16/2021 0 Por Regina Helena Vieira Santos

“Vendo aquelas casas, aquelas igrejas, de surpresa em surpresa, a gente como se encontra, fica contente, feliz, e se lembra de coisas esquecidas, de coisas que a gente nunca soube, mas que estavam lá dentro de nós”.

(Lúcio Costa,1929. Em: COSTA, 2006, p.33)

Vista de Itanhaém, à esquerda a Igreja Matriz Santana, ao centro a Casa de Câmara e Cadeia, entre ambos possivelmente o pelourinho , à direita o casario. O Cruzeiro do acesso ao Conjunto arquitetônico da Conceição ao lado do Gabinete de Leitura, 1922. Fonte REVISTA “A CIGARRA”, p.53, 1914. Disponível em: http://200.144.6.120/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19140302.pdf, acessado em 07/02/2021.

Este texto resgata o trabalho feito para as fachadas do centro histórico de Itanhaém, desenhos feitos em 2006, com proposta de despoluição visual no entorno direto dos bens arquitetônicos e históricos com valor cultural reconhecido pelos órgãos de preservação estadual e federal. À ocasião foram proferidas palestras para os comerciantes e cidadãos da cidade na Câmara Municipal e na Associação dos Comerciantes (ACAI). A pesquisadora participou do “Prêmio Mulher Empreendedora 2006” do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas por Itanhaém.

Figura 1: Apresentação da proposta para as fachadas para o entorno imediato dos imóveis com valor cultural reconhecido na cidade: Casa de Câmara e Cadeia, Igreja Matriz Santana, Conjunto arquitetônico Igreja e Ruínas do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Acervo pessoal.

Para começar, primeiro é importante esclarecer o conceito de fachada, para isso foi consultado o Dicionário da Arquitetura Brasileira, Corona & Lemos[i]: é designação de cada face do edifício. Frontaria ou frontispício é geralmente o nome que se dá à fachada da frente, a que dá para a rua. Na linguagem mais comum, constitui apenas, esse caso, a “fachada principal”. As outras serão denominadas de fachada posterior, ou fachada lateral. O conjunto das fachadas e sua composição plástica darão, em volume, o caráter, a fisionomia do edifício. Essa composição das fachadas é feita através do tratamento do plano, das superfícies, dos cheios e vazios, da modenatura, dos materiais e sua textura e da cor. Com esses elementos o arquiteto trabalha e compõe uma fachada, dando expressão final à criação arquitetônica.

Figura 2: Fachadas de casas do período colonial em taipa de Pilão em São Paulo capital, que ainda existem em várias localidades brasileiras. Foto Militão Augusto de Azevedo, 1862.

Do período colonial, ainda com a técnica construtiva de taipa de pilão, são identificados alguns tipos: casa térrea, casa tipo “falsa”, e casa tipo sobrado (figura 2). As fachadas são compostas por elementos arquitetônicos, são constituídas de três partes básicas (figura 3):

  • – Coroamento: formado pela cobertura, platibanda e cimalha;
  • – Corpo: formado pelos pavimentos existentes acima do térreo;
  • – Embasamento: é a base do prédio, normalmente é o piso térreo.

Figura 3: Partes da fachada. FONTE: Instituto Municipal de Arte e Cultura – Rio de janeiro/RJ. Corredor Cultural: como recuperar, reformar ou construir seu imóvel. RIOARTE, IPP. 4 ED. Rio de Janeiro: PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, 2002, p.29.

O trabalho realizado em 2006 deu início com um breve inventário com fichas cadastro dos imóveis. Com informações como nome da edificação, muitas vezes adotado o nome do comércio existente, endereço, planta de situação, área do terreno, área construída, frente do lote, lateral direita, lateral esquerda, fundos, número de pavimentos; ano de construção/alvará de conclusão da obra, número de processo de aprovação do projeto na prefeitura, e de posteriores reformas, proprietário/inquilino. Histórico e/ou comentários relevantes sobre a edificação, fotos, desenhos. Foram feitos os desenhos das fachadas principais para o entorno das praças Narciso de Andrade e Carlos Botelho, das ruas João Mariano, Cunha Moreira, e João Batista Leal.

Na ocasião deste trabalho foi sugerido um teatro Municipal, com nome “1532”, foi feita reforma no imóvel e atualmente é onde está a Pinacoteca. Foi aventado a remodelação do traçado viário atrás da Casa de Câmara e Cadeia, em frente ao casario. Uma intervenção de modo que valorize o acesso atual ao Conjunto arquitetônico no alto do morro Itaguassú com o Cruzeiro, e a Casa de Câmara e Cadeia. A proposta mantém um calçadão diante do casario, com a vantagem de estarmos alargando em frente do “Teatro Municipal”, melhorando a circulação de pedestres, assim como considerando o ponto de Táxi, na calçada à direita, lado acessível ao passageiro, ou seja, lado usual de embarque e desembarque de passageiros. Foi aconselhado a implantação de travessias de pedestres na cota do passeio público, conhecida como “lombo faixa” ou lombada inteligente, em frente ao Cruzeiro, outra atrás da Casa de Câmara e Cadeia e outra atrás da Igreja Matriz.

No traçado viário foi proposto uma futura passagem de nível sob à ferrovia na direção da rua João Mariano para a Avenida Tiradentes. Sempre considerando o transporte de passageiros e carga sobre os trilhos. Esta passagem é próxima a outro ponto arquitetônico a ser explorado pelo turismo cultural, a Escola Estadual Professor Jon Teodoresco, uma referência da arquitetura modernista e escolar projetada pelo arquiteto João Vilanova Artigas e o engenheiro Carlos Cascaldi. Edificação que necessita de boa conservação, e possui painéis artísticos. Esta escola assim como a Estação Ferroviária, compõem junto à praça Narciso de Andrade, a Praça Carlos Botelho, ao casario, ao Beco de Sant´Anna, ao Teatro Municipal “1532” (proposto à ocasião), as demais edificações com as fachadas conservadas de modo adequado, um novo tratamento paisagístico na orla ferroviária, o novo Mercado Municipal (que foi estudado, porém poderia ter sido feito a conservação do existente); e por fim o marco proposto, com o novo acesso vertical permitindo acessibilidade para o Morro Itaguassú, a cidade de Itanhaém do século XVI entrando no século XXI.

RELATÓRIO DAS FACHADAS – 2006

Para a realização deste trabalho foi realizado um levantamento das fachadas, num perímetro pré-determinado, onde foi demonstrado que as mesmas têm tanta importância quanto os bens com valor cultural reconhecido pelos órgãos de preservação estadual e federal. Pois estas fazem parte do entorno do pequeno núcleo urbano que conta a história desta povoação do Brasil.

Tomando referência levantamentos métricos in loco, fotografias, foram desenhadas todas as fachadas do perímetro por quadras, considerando a numeração cívica dos imóveis. Foram feitos os desenhos da Rua João Mariano (lado CORREIO), Rua João Mariano (lado Matriz), da Praça Narciso de Andrade (lado Convento), Praça Narciso de Andrade e rua João Batista Leal, e as vistas da Rua Cunha Moreira. Assim como os desenhos do casario endereçado à Praça Carlos Botelho. Os desenhos sempre aparecem duas vezes, sendo situação atual (2006) e situação proposta (ainda válida).

Figura 4: Vista das fachadas para a rua João Mariano, e fachada principal da Igreja Matriz Santana, desenhos realizados em 2006. Acervo Pessoal.

Figura 5: Vista das fachadas para a praça Narciso de Andrade, desenhos realizados em 2006. Acervo pessoal.

Figura 6: Vista das fachadas para a praça Narciso de Andrade e rua João Batista Leal, desenhos realizados em 2006. Acervo pessoal.

Figura 7: Vista das fachadas para a rua Cunha Moreira, desenhos realizados em 2006. Acervo pessoal.

Com os desenhos elaborados, uma análise sobre as fachadas foi feita (em 2006):

Esse relatório começa com as fachadas lindeiras a Praça Narciso de Andrade, e lindeiras a rua João Batista Leal. O primeiro imóvel de número 164, está sendo utilizado para comércio, o GOLDEN SHOP, este encontra-se 100% descaracterizado.

O imóvel vizinho com o número 156, onde funciona a sorveteria Itanhaém, possui um acesso lateral, número 150, para o andar superior e fundos. Tem vários proprietários sendo que uma das salas do andar superior pertence ao vizinho do número 146, por esta razão a fachada foi criada em sincronia com este. Partindo daí, com o próximo vizinho, do número 136-140 compuseram um conjunto único de fachada, porém com suas atividades e acessos independentes.

As próximas duas fachadas, os números 130 e 124, respectivamente restaurante Tropicalli e supermercado Saito, antes de qualquer proposta real precisam ser analisadas sem o atual letreiro que esconde o frontão destas. Porém um estudo está sendo apresentado

Na sequência desta quadra vem o número 120,118,114, 112, 110 e 106, esses devem restaurar suas janelas, limpar os atuais letreiros e adequá-los aos novos padrões. E sugerimos substituir as portas pantográficas por esquadrias de madeira seguindo os novos padrões.

Já os números 102, 100, 92, compõem a Galeria Rial, deveria seguir o padrão de esquadrias com menor vão e maior altura compondo harmoniosamente esta, o letreiro menor como sugerimos no projeto.

O número 86, deve retirar o material cerâmico, e manter o revestimento com argamassa e pintura. E deve adequar as esquadrias para de madeira, com menores vãos e maiores alturas.

Na esquina, o número 72, drogaria Central, tem a fachada que já foi aprovada no IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional.

Descendo a ladeira o mais importante e a limpeza visual, retirando os letreiros grandes e colocando novos dentro do novo padrão. O mesmo vale para os toldos, as portas pantográficas e a numeração.

Atenção à Rua Cunha Moreira, n. 20 tem cadastro, mas não existe o imóvel.

Vou citar o exemplo do imóvel situado na rua Cunha Moreira, 26, no cadastro da Prefeitura e, 32, na fachada. Determinar qual numeração será adotada é o primeiro passo, para na sequência ser colocado na fachada visivelmente na altura padrão. Este imóvel é comercial, possui uma fachada muito interessante, mas a mesma está com um toldo de policarbonato que esconde metade das esquadrias. Remover este toldo, colocar novos individualizados porta a porta, e retráteis para uma leitura clara. A sinalização está fora dos padrões indicados, pois é grande demais.

Imóvel no. 58 não consta no cadastro, porém o no. 68 consta com frente de 11,40m, que soma as duas frentes.             O imóvel no. 100, a escritura está com medidas de frente erradas.

No casario situado na Praça Carlos Botelho, são poucos os exemplos preservados com características originais. O número 11, encontra-se perfeito, precisando apenas de manutenção, pintura das esquadrias e fachada. O número 17, idem ao vizinho 11. O número 27, onde funciona o restaurante Casa Antiqua, está dentro dos padrões, só vai precisar adequar o número do imóvel na fachada.

Este relatório foi estudado em 2006, muitos dos imóveis possuem outros inquilinos. O propósito é conhecer a situação da área da intervenção. Cabe salientar que o objetivo é limpar a poluição visual, ainda existente, por isso foram elaboradas diretrizes de intervenção. Na ocasião o assunto estava sendo trabalhado na cidade de São Paulo, que gerou a “Lei da Cidade Limpa” [i], vide o benefício urbano que foi proporcionado para a capital paulista. Outra referência importante é a proposta do “Corredor Cultural” da cidade do Rio de Janeiro iniciado em meados da década de 1980 ainda ativo[ii]. A cidade de Santana do Parnaíba/SP nos anos 2000 elaborou a “Cartilha do Morador do Centro Histórico” com o propósito de preservar o patrimônio, permitindo a troca de conhecimento com os cidadãos da cidade[iii].

Figura 8: Vista das fachadas do casario que compõe o entorno imediato dos bens culturais reconhecidos, desenhos realizados em 2005 pela autora. Acervo pessoal.

Diretrizes para as intervenções nas FACHADAS – Centro Histórico de Itanhaém

Figura 9: Fachadas, imóveis térreos e comerciais. Fonte desconhecida.

O Partido Arquitetônico adotado para o centro histórico do Município de Itanhaém, por ser um povoado estabelecido em 1532, elevado à categoria de Vila em 1561, enfim século XVI, época onde as técnicas construtivas eram indígenas ou influenciadas pelos portugueses. O material utilizado para as construções era preferencialmente o à disposição na região. Por exemplo, no planalto na Vila de São Paulo de Piratininga havia muito barro por isso a técnica construtiva muito utilizada foi a Taipa de Pilão. No litoral, aparece a técnica do Pau à Pique, mas o emprego da pedra foi predominante, tendo alguns exemplos de Pedra entaipada. Para ambos os casos as esquadrias venciam vãos menores que suas alturas, e suas alturas eram generosas para proporcionar ambientes bem iluminados e ventilados. Como resultado dos levantamentos feitos foram elaboradas diretrizes para intervenções, conservação das fachadas de modo a limpar a poluição visual e preservar a ambiência:

O perímetro válido para aplicação dessas normas é a rua João Mariano, no trecho entre a Av. Condessa de Vimieiro e a estrada de ferro. A rua que endereça como Praça Carlos Botelho. Os imóveis endereçados como Praça Narciso de Andrade. A rua João Batista Leal, no trecho entre a Praça Narciso de Andrade e a Praça Pio XII. A rua Cunha Moreira entre a Praça Carlos Botelho e a Av. Washington Luis. A Av. Marechal Rondon até o porto do Guaraú. A Av. João B. Ferreira, rua Urcesino (Sorocabana) até o portinho. Para as fachadas notamos que as mesmas precisam em sua maioria de uma limpeza da poluição visual, como retirada de letreiros enormes cujos quais escondem a singeleza das mesmas. Entretanto tais diretrizes podem ser adotadas em toda a cidade para melhorar a qualidade visual urbana.

  • – Para as esquadrias, fica estabelecido a substituição das atuais por novas, sempre que necessário, porém dentro de um padrão que não é o colonial puro, mas que busca o equilíbrio entre o novo e o antigo. Sempre com fundamentos nas técnicas construtivas utilizadas nos séculos passados, antes da industrialização na construção. As esquadrias devem ser de madeira, outros materiais têm que ser analisado.
  • – Os parâmetros para as envazaduras (esquadrias: janelas e portas) obedecem a proporção aproximada de 1:2, sendo 1 (hum) para a largura do vão e 2 (dois) para a altura. Não excedendo 1.40 metros de largura. Casos excepcionais, como vãos para automóveis, deverão ser analisados.
  • – Dentro do possível fazer a conservação do madeiramento e telhas para preservar o imóvel. Em caso de troca do telhado, o indicado é que utilizem telhas de barro. Nos beirais não acrescentar nenhum adorno, ou cachorro, ou tabeira decorada, esses deverão apenas passar pelo conselho para averiguar se estão de acordo.
  • – Estudo de cores novas para revitalização do conjunto arquitetônico foi realizado a título de melhora da paisagem urbana. Tendo em vista que o patrimônio cultural reconhecido é do século XVI, XVII, XVIII, recomenda-se cores claras. Nunca usar tinta com texturizado, nem tinta óleo. Pois a ocasião as tintas para revestimento eram a base de cal.
  • – Os toldos, quando se fizerem necessários, a serem instalados devem ser todos retráteis, lisos (sem escritos, desenhos ou logomarcas) obedecendo ao estudo de cores. Estes toldos devem ser individuais para cada esquadria. Devem ter 0,80 metro de abertura, e estar fixados à altura de 3.80 m, e quando abertos a linha inferior estar numa altura de 3.00 metros. Todos os toldos do quarteirão devem seguir um mesmo alinhamento.
  • – A numeração nas fachadas deve seguir um padrão (modelo de cerâmica, com 8 cm de largura por 15 de altura para cada número). Devem estar fixados à altura de 1,65 m, todos do quarteirão num mesmo alinhamento.
  • – O letreiro/placa deverá estar localizada entre os vãos do térreo de do 1º. Pavimento ou sobreloja, abaixo da marquise se houver.
  • – Cada fachada só poderá ter um letreiro/placa de anúncio indicativo/publicidade dentro do padrão estabelecido que pode ser na mesma ou então perpendicular a esta, instalado acima de 2,40 m protegendo os pedestres.

Quando a placa for na fachada poderá ter área no máximo com 1/3 da extensão desta, no máximo 0,90 m de altura (recomenda-se menos altura em imóveis com frente estreita).

Quando for perpendicular a esta, deverá ter um campo máximo 0,60 m X 0,90 m, podendo ter qualquer formato quadrado, redondo, elíptico, retangular ou com os recortes que o interessado julgar necessário (Ver Figura 7); tais placas deverão ser instaladas por meio de furos na fachada (chumbadas), onde será parafusado seu suporte.

Os materiais para a confecção das placas são: madeira entalhada e/ou pintada, aço escovado, chapa de ferro pintada ou qualquer outro material leve.

Recomenda-se que as cores empregadas nas placas sejam estudadas previamente a fim de compor um melhor resultado em relação as cores da fachada.

– não será permitida a utilização de cores nas fachadas, esquadrias, portas ou outros elementos arquitetônicos, por meio de qualquer material que façam alusão ou referência a marcas comercias ou empresas.

– É proibido o uso de luminosos como neon, sendo apenas permitida a iluminação da placa por meio de luminária ou holofote, discreto, com capacidade luminosa restrita e específica.

– Fica vetado a instalação de qualquer estrutura ou elemento que implique na vedação da fachada da edificação. Como a instalação de equipamentos e componentes de sistemas de ar condicionado, exaustores de ar, antenas, parabólicas, dentre outros, em marquises, platibandas, fachada da edificação, ou em posições visíveis.

Todos os casos devem ser aprovados pelo PHI (Patrimônio Histórico de Itanhaém) a ser criado no município. O PHI (Patrimônio Histórico de Itanhaém) é um conselho ligado a Prefeitura composto por um técnico (arquiteto/a ou engenheiro/a) desta, profissionais com prática na área de preservação cultural, membros da sociedade civil como conselhos profissionais CAU-Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Lembrando que também devem ter anuência do Conselho do Patrimônio Histórico Artístico Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo – CONDEPHAAT e do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN.

Na ocasião, 2006, foi apresentado material também para a colocação de mesas quadradas 0,90m e cadeiras de madeira no calçadão, especificando umbrelone branco, jardineiras de concretos, lisas com medidas 0.85m X 0.25m X 0.25m, com sugestão de planta: mini-icsória, mais resistente e fica com uns 40cm de altura. Pode ser a petúnia, cravina ou kalachoe, mas essas são sazonais.

Consequência de conversas com amigos, está aqui o texto sendo publicizado. Este material foi adotado por alguns comerciantes que ainda conservam suas fachadas. Porém, foi feita a ocasião minuta de lei mas não foi adiante, podendo ser retomado na atualidade. O assunto é totalmente pertinente para a cidade, para a ambiência do centro histórico, a limpeza da poluição visual é sempre bem-vinda.

Figura 10: Modelo de letreiro perpendicular para ser instalado nas fachadas.

Figura 11: Fachadas no entorno da Praça Narciso de Andrade. À esquerda exemplo de poluição visual. À direita exemplo de comercio que valorizou a singeleza da fachada. Observar em ambas fotos a quantidade de fios que interferem na leitura das fachadas, gerando mais poluição visual. Foto da autora em 2021.

 

[1] “O que caracteriza a fundação de uma vila, quer em Portugal, quer no Brasil, é a existência do poder municipal, simbolizado pelo pelourinho e pela Câmara, …”. SILVA, 2009, p.35.

[i] CORONA & LEMOS, 1972, pp.213-214.

[i] Lei da Cidade Limpa – São Paulo. https://www9.prefeitura.sp.gov.br/cidadelimpa/conheca_lei/conheca_lei.html; https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/upload/pinheiros/arquivos/Cartilha_lei_cidade_limpa.pdf

[ii] Instituto Municipal de Arte e Cultura – Rio de janeiro/RJ. Corredor Cultural: como recuperar, reformar ou construir seu imóvel. RIOARTE, IPP. 4 ED. Rio de Janeiro: PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, 2002.

[iii] PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTANA DO PARNAÍBA, SECRETARIA DE CULTURA E TURISMO. Cartilha do morador do centro histórico. Santana de Parnaíba. c.2004.

REFERÊNCIAS

Arquivo Público do Estado de São Paulo: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/; http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/jornais_revistas

REVISTA “A CIGARRA”, p.53, 1914. Disponível em: http://200.144.6.120/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19140302.pdf, acessado em 07/02/2021.

__________________________

CORONA, Eduardo; LEMOS, Carlos. Dicionário da arquitetura brasileira. São Paulo: Edart, 1972.

COSTA, Lucio. Arquitetura. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.

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