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Ensina-me a viver


Baseado no filme de Hal Ashby que estreou nos telões na década de 70, a peça Ensina-me a viver está de volta aos palcos paulistanos depois do grande sucesso obtido. No papel da protagonista Maude, Gloria Menezes simplesmente brilha em sua atuação cênica fazendo com que o público se apaixone pelo seu personagem retratado como uma velhinha que está sempre de bem com a vida e comporta dentro de si um espírito jovem e cheio de luz.

A história acontece em torno de Harold (Arlindo Lopes), um rapaz de 20 anos que, ao contrário do brilho e da jovialidade ainda presente em Maude, não se interessa por quase nada a não ser por assuntos ligados a morte, pelos quais ele se demonstra extremamente obcecado. Sua mãe, preocupada em fazer com que o menino viva sua juventude, decide arrumar uma namorada para ele.

O desespero da mãe aumenta a medida que todas as garotas apresentadas a ele vão embora, fugindo literalmente do rapaz conforme ele vai mostrando seu estranho comportamento de cometer suicídios falsos diante delas. O desprezo demonstrado por Harold para com as meninas que vão até a sua casa só tende a aumentar depois que seu destino se cruza com o de Maude e ele imerge em um ambiente novo e enérgico, onde a verdadeira felicidade proporcionada pela simplicidade da vida é apresentada a ele.

Um roteiro excelente que traz uma história inovadora ao explorar um relacionamento surpreendente entre um garoto e uma senhora o qual vai se intensificando a medida que os extremos (a “jovialidade” de Maude e a “velhice” de Harold) vão se alterando conforme a vida do garoto vai sendo preenchida pela companhia da simpática senhora que faz com que ele renasça para a vida. A genialidade da história parece transcender para os atores, principalmente para Arlindo Lopes e Glória Menezes, que criam a sinergia perfeita na incorporação da vivência de um amor incomum entre seus personagens, que emociona a plateia.

Dirigido por João Falcão, essa comédia dramática traz uma linda lição de como a juventude pode viver eternamente dentro do ser humano, desde que ele seja totalmente acolhedor a tudo de simples e maravilhoso que a vida lhe possa oferecer.

Por Mariana Mascarenhas

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