Com diversos cursos d’água correndo à vontade durante todo o ano, cercada da úmida Mata Atlântica  e ainda com uma imensa construção de captação que mancha o verde da Serra dos Itatins, a população de Peruíbe não entende o porquê das torneiras ficarem secas por vários dias.

Vila Erminda, Caraguava, Veneza (que fica aos pés do morro da captação de água) Nova Peruíbe, Oásis, Nova Itariri, Vila Romar, Vatrapuã, Antonio Novaes e até o bairro bacana do Stella Maris foram alguns que sofreram com o a ineficiência da Sabesp, nesta temporada de verão.

As justificativas não convencem ninguém e a reclamação feita via telefone de nada adianta, pois o técnico que possui um prazo de 24 horas para visitar a residência, nos casos de urgência, algumas vezes não aparece e moradores são feitos de bobos anotando números de protocolo.

O Diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, João Cesar Queiroz Prado, em entrevista para a TV Tribuna, disse que a temporada foi totalmente atípica, com pouquíssima chuva, um número alto de turistas e temperatura elevadíssima, desculpa que não “colou” muito bem. Em Peruíbe, choveu praticamente dois meses seguidos, entre outubro e novembro, e o número alto de turistas e as temperaturas elevadas não são nada atípicas e nem imprevisíveis nesta época de verão.

O superintendente da Sabesp na baixada, Sergio Bekerman, também em entrevista para a TV Tribuna, foi na mesma linha e disse que podem acontecer problemas de baixa pressão, mas que a falta d’água não é comum na região. Desafortunadamente, as torneiras secas de centenas de residências (nesta época) desmentem, há anos, a fala dele.

O Prefeito de Peruíbe, Luiz Maurício (PSDB), disse nas redes sociais que está monitorando o problema junto a Sabesp, e que ela prometeu resolver o problema nas próximas horas. O vídeo foi publicado no dia dois de janeiro e três dias depois da postagem feita por ele, o problema ainda persiste em alguns bairros.

Quem estiver com problemas pode ligar para o número 0800-0550-195 ou 195. Eles vão te ouvir, abrir um protocolo  e dizer que um técnico vai até a residência avaliar o problema. Pode até ser que ele apareça, mas o importante é ligar para que eles não deem a desculpa de que o número de reclamações é baixo e que tudo funciona perfeitamente. As ligações podem ajudar a concessionária de água a monitorar o problema e fazer os investimentos necessários nos lugares certos.

Em uma das ligações realizadas pela reportagem, a atendente disse que no sistema deles a situação está normal e não há registro de problemas no domicílio, apesar do líquido estar ausente desde o feriado do ano novo e com outros protocolos abertos. Eles também não souberam responder por que a água ainda falta, apesar de muitos turistas já terem ido embora e com o retorno das chuvas e temperaturas amenas.

Curiosamente, a redação de O Garoçá não recebeu qualquer reclamação de moradores do Centro e do Boungainville.

Texto e Reportagem: Márcio Ribeiro

Foto: Márcio Ribeiro

Com informações da: TV Tribuna

Colaboração: Jota Fagner

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