Sétima edição da revista Editoria Livre
Esta edição deveria ter como pauta a saúde pública, mas uma série de fatores impediram o desenvolvimento planejado. Sobrou-nos o artigo do amigo Marcos Rodrigues tratando dessa questão, mas todo o restante descambou.
Dei prioridade à publicação do depoimento da minha conterrânea, a professora Stella, sobre sua desventura com a imigração espanhola. A repórter Mariana Mascarenhas concluiu o mestrado e resolveu resenhar uma produção original da Netflix. Eu dei preferência a finalizar a narrativa sobre minha infância, o Eddie Silva deu continuidade à sua história sobre a amizade e, de quebra, resolvi trazer uma história em quadrinhos do Mike Walton, um tanto aterrorizante.
Mais uma vez a experiência vai ditando o caminho. A partir da próxima edição as temáticas serão livres. Até podemos estabelecer algumas pautas prévias, mas sem que isso engesse todo o processo.
As seis primeiras edições desta publicação já estão disponíveis num volume encadernado que está à venda no Clube de Autores. Basta procurar por Editoria Livre.
Aproveito o espaço para avisar que, a partir da edição de número 12, esta publicação passará a ser bimestral. Isso nos dará melhores condições para produzir um conteúdo mais substancial. A experiência da publicação mensal tem sido muito enriquecedora, mas nos rouba um tempo precioso das outras atividades.
Para terminar, acuso o recebimento de uma carta do velho amigo Celsinho, do fanzine Esclerose. Uma importante figura do universo das publicações independentes. Celsinho e eu costumávamos nos corresponder quando eu ainda editava o fanzine Várias Variáveis, há mais de 15 anos. Há muito tempo perdemos contato, mas, em dezembro último, chegou à casa da minha mãe uma carta do Celsinho endereçada a mim. Ao que parece, o nobre colega vai retornar com as publicações. Espero poder restabelecer o contato.
Temos pensado em abrir uma sessão de cartas por aqui, mas isso vai depender do interesse de vocês. Espero que curtam essa edição.
Boa leitura.
J. Fagner
