Serra da Mantiqueira
Serra da Mantiqueira está desde sexta com pontos de incêndio

 

Após quase 10 dias de queimada na Serra da Mantiqueira, bombeiros que atuam na região conseguem apagar o principal foco de incêndio. Estima-se que 490 hectares de vegetação tenha sido queimado por este grande incêndio (que equivale a cerca de 490 campos de futebol).

Apesar do principal foco do incêndio ter sido apagado, os bombeiros vão continuar na região para evitar que surja um novo foco e manter a área resfriada.

O incêndio começou na sexta-feira, dia18, na parte de Minas Gerais, e as chamas chegaram a se alastrar para a parte paulista da Serra da Mantiqueira, no município de Cruzeiro.

O trabalho para que o fogo não volte segue intenso, com trabalhos dos bombeiros mineiros e paulistas, além de voluntários e equipes do Exército Brasileiro e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

“Os bombeiros, brigadistas do ICMBio e guias locais credenciados acamparam na serra, onde a temperatura chegou a -3°C nesta madrugada”, informou os bombeiros.

Alguns militares também sobrevoam a área para medir os focos de incêndio e averiguar novos possíveis pontos de perigo.

Serra da Mantiqueira
Serra da Mantiqueira é avaliada de cima

Enquanto do lado mineiro da Serra o fogo já foi considerado controlado, sem reignições, do lado paulista os bombeiros seguem na luta contra os focos remanescentes do fogo. Grande parte da dificuldade no combate está no acesso às áreas, marcadas pelo relevo acidentado da serra e muitas vezes difíceis de serem alcançadas para combate terrestre. Equipes aéreas têm apoiado as ações dos bombeiros.

O fogo atingiu a Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira, sob gestão do ICMBio, que engajou equipes de brigadistas no combate, principalmente do lado mineiro. De acordo com o último boletim oficial do ICMBio sobre o incêndio, a causa do fogo não é natural e o órgão investiga as possíveis origens, sendo uma das principais suspeitas a de que tenha sido o descuido com uma fogueira. Na última quinta (23), a equipe do órgão realizou análise de campo para tentar identificar o local de início do fogo e a causa deste.

O boletim informa ainda que do lado mineiro foi considerado controlado o único foco persistente, a noroeste da Pedra da Mina, um dos pontos mais emblemáticos da Serra Fina, mas as equipes manterão o monitoramento em caso de reignições. Do lado paulista, os bombeiros seguem no combate dos focos remanescentes, considerados pequenos.

 

Jota Fagner direto para a Agência Estado.