Depois de quatro produções lançadas no cinema, o quinto filme da série X-men convida o público a voltar no tempo e descobrir o passado longínquo dos personagens Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lensherr (Michael Fassbender), o Magneto, e como eles se conheceram.
Dirigido por Matthw Vaughn (de Kick-ass), X-men – Primeira classe se diferencia de muitos filmes que adoram entreter os espectadores com os famosos heróis dos quadrinhos Marvel e, no entanto, deixam a desejar por caírem na mesmice e serem acompanhados de uma infinidade de ações supérfluas e desnecessárias.
No entanto, Vaughn acerta em cheio na quinta produção da série ao fazer com que a história vivida pelos personagens ganhe dinamismo e seja envolvente do começo ao fim agregando tecnologia e conteúdo.
O filme começa narrando cenas da infância dramática do personagem Magneto que teve de lidar com o assassinato da mãe na frente dos seus próprios olhos pelo malvado alemão Sebastian Shaw (Kevin Bacon), na época da II Guerra Mundial, pelo fato do menino não ter conseguido demonstrar seus poderes fora do comum. No entanto, a tragédia que se segue desperta nele uma fúria incontrolável que o revela extremamente poderoso. Desde então, ele segue uma incessante busca pelo assassino de sua mãe a fim de liquidá-lo de vez.
Passam-se os anos, o personagem cresce e, na contínua busca por seu alvo, acaba cruzando o caminho do Professor Xavier que também almeja encontrar Shaw para impedi-lo de promover uma III Guerra Mundial, em que os mutantes dizimariam os seres humanos comuns. A partir de então, o professor se junta com Magneto e mais um grupo de alunos mutantes, com as mais variadas e estranhas habilidades, na missão de derrotar o perigoso alemão.
Com uma duração aproximada de 130 minutos, o filme soube trabalhar bem o desenrolar de conflitos entre os personagens, principalmente com a ajuda dos excelentes atores McAvoy e Fassbender, e vem para mostrar que nem sempre os filmes, baseados nas aventuras vividas pelos heróis em quadrinhos, são desprovidos de uma história mais envolvente se tratando apenas de ação.
 
Por Mariana Mascarenhas