Seguindo à risca o cronograma de lançamentos proposto no primeiro semestre, a Canonical liberou no último dia 19/10 a versão final do Ubuntu 17.10. Para quem não acompanhou, fizemos recentemente um review do beta final, lançado em 28/09. A partir desse último release, o sistema já se encontrava efetivamente pronto, tendo recebido apenas atualizações referentes, em sua maioria, à segurança e estabilidade. Como não notamos mudanças significativas estéticas ou funcionais, uma nova análise não se fez necessária.

Desenhada sobre  a versão 4.13 do kernel Linux, esta edição marca uma considerável mudança estética no Ubuntu: a alteração da interface gráfica padrão, anteriormente Unity, para o Gnome. O que isso significa? Para  alguns usuários, apenas uma leve alteração. A verdade é que ficou clara a intenção por parte da Canonical de conduzir esta transição do modo mais suave possível. A nova “Ubuntu dock” em muito se assemelha à descontinuada barra lateral do Unity, tendo sido recriada como um fork da barra de ferramentas original do Gnome, agregando funcionalidades presentes nas últimas versões do Unity, como a mudança de posição. Além desta mudança, temos a reestruturação do menu de configurações, agora listado lateralmente em formato de barra. Uma mudança que poucos vão notar é a alteração do swap, que deixa de ser uma partição reservada para transbordo de memória para ser fixado como um arquivo oculto no sistema.

Apesar de o novo visual do sistema ser bastante agradável e funcional, o utilizador ainda tem a possibilidade aplicar mudanças no formato das janelas, temas de ícones e afins, fazendo uso de um gigantesco acervo de personalizações disponíveis na internet. Curiosamente, a ferramenta oficial para otimização gráfica do sistema o “Gnome Twek Tool” não vem instalada por padrão; nada que não possa ser resolvido facilmente, já que mesma se encontra nos repositórios oficiais do sistema, sendo necessário para instalá-la simplesmente abrir o terminal (Ctrl+Alt+T) e executar o comando: “sudo apt install gnome-tweak-tool ” ou, se preferir, abrir a central de programas e procurar por “ajustes do gnome”.

O que vemos nesta nova atualização do Ubuntu é uma evolução natural do sistema ocorrendo de forma orgânica e simplificada para o utilizador. Muitos usuários podem questionar o abandono do padrão gráfico Unity que, para alguns, era a identidade do sistema operacional. Mas, mesmo esses que tem dificuldade em desapegar-se do passado, poderão continuar desfrutando da antiga interface, já que, além de ela estar presente na versão anterior, 16.04, com suporte oficial até 2021, receberá continuidade através da equipe de desenvolvimento da comunidade Ubuntu (sendo possível, inclusive, instalá-la na versão atual), só que sem o apoio da Canonical.

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