Depois da produção lançada em 1982, que inovou o conceito de efeitos visuais ao usar a computação gráfica, Tron: o Legado volta este ano para os telões dando sequência a trama, depois de 28 anos da primeira estreia.

 

Dirigido por Joseph Kosinski, o filme narra a história de Kevin Flyn (Jeff Bridges ), um engenheiro de software que um dia desaparece sem dar notícias deixando seu filho, Sam Flynn (Garrett Hedlund), de sete anos, aos cuidados dos avós.

 

O mistério do desaparecimento é revelado anos depois quando Sam está com 27 anos, e, após receber um sinal do antigo escritório de Kevin Flyn , vai parar dentro de um universo cibernético, onde ele acaba reencontrando seu pai e, a partir daí, terá que enfrentar com ele verdadeiros “gladiadores virtuais” em uma batalha de efeitos visuais, a fim de voltarem ao mundo real e impedir que os chamados “vilões cibernéticos” estabeleçam a perfeição virtual sobre tudo o que existe, inclusive no mundo real.

 

O impacto produzido na produção de 1982 parece não se repetir com tanta ênfase na atual. A inovação, trazida pelos efeitos visuais, não teve um grande diferencial representando apenas mais uma série de efeitos técnicos entre inúmeros outros, vistos nos famosos filmes que estão cada vez mais preocupados em produzir tecnologia do que investir na construção dos seus personagens.

 

O efeito 3D, que não só tomou conta dos telões como invadiu a casa dos espectadores e rendeu grandes sucessos de bilheteria como Avatar, quase não ganha destaque em Tron: o Legado, onde o ápice ocorre nas pouquíssimas cenas em que os personagens saltam pelo espaço virtual.