Passados dois anos da estreia da produção que levou o detetive mais famoso de todos os tempos para os telões, o diretor Guy Ritchie vem novamente resgatar o famoso personagem do escritor Arthur Conan Doyle no filme “Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras”. Robert Downey Jr vive mais uma vez o astuto Sherlock acompanhado de seu inseparável companheiro Dr Watson, interpretado por Jude Law quem também fez o papel do médico na produção anterior.

Desta vez o detetive investiga o caso de uma série de atentados a bomba que ocorrem por vários cantos da Europa e cujas pistas indicam para o professor James Moriarty como responsável. Para conseguir provas necessárias que comprovem o envolvimento de Moriarty, Sherlock enfrenta altas confusões contando para isso com a ajuda de seu companheiro Watson, que é raptado pelo detetive em plena lua de mel para ajudar seu amigo na missão.

No primeiro filme de Ritchie sobre Sherlock, Downey Jr e Law formaram uma excelente dupla com ótima interação cênica, estando ambos muito bem envolvidos em uma história conflituosa, dotada de cenas de ação e acrescida de certo conteúdo. Neste segundo filme, no entanto, mesmo com a continuidade da grande atuação da dupla que mantém a interatividade do primeiro, as cenas de ação prevalecem em quase todo o momento se mostrando prolixas algumas vezes.

Logo no começo o detetive já revela seus dotes lutadores com uma cena de ação muito bem trabalhada. No entanto, a medida que a produção se desenrola, a história não se mostra enriquecedora focando apenas o fato de Sherlock conseguir provas para comprovar que o professor seja culpado, e novas cenas de ação, que também não deixam de ser bem produzidas, vão preenchendo os 129 minutos de filme e se tornando cansativas para o espectador.

Para quem gosta de filmes de ação e imerge no mundo dos efeitos especiais, esta produção, que neste quesito se mostra impecável, é a indicação certa. No entanto, para os cinéfilos que sempre vão aos telões buscando enriquecimento cinematográfico em todos os aspectos, o novo filme de Ritchie deixará a desejar.

Por Mariana Mascarenhas