Postado no Blog Peruíbe nas Trevas – “Peruíbe (Peruba City) em trevas”, no dia 02 de novembro de 2017

“Pois é, alguns dizem que com a aprovação pelos vereadores, por 13 votos, do PROJETO DE LEI Nº 46/2017, a tão polêmica USINA TERMOELÉTRICA não se tornará realidade, entrando para famosa lista de grandes empreendimentos que não foram para frente em Peruíbe. Se vai ser assim mesmo  ainda não sei, mas até o momento parece ser uma tendência irreversível.

Mas uma questão não discutida, e pelo que sei, destacada apenas por este blogueiro, é que esta cidade se afastará da Baixada Santista após isso. Com a retomada dos investimentos na exploração do pré-sal, a região metropolitana receberá muitos investimentos “poluidores”. Ora, como Peruba City participará desse ciclo? De qual forma se beneficiará do enorme crescimento que ocorrerá em nossos vizinhos metropolitanos?

Para que se entenda melhor, vou repetir a profecia que o jornalista Joelmir Betting fez em 2009, mas que devido a diversos fatores (como o PETROLÃO), só se concretizará após uma década:

“A partir do ano que vem a prosperidade econômica vai descer a serra do mar em forma de bola de neve, ou melhor, bola de sal, de óleo e de gás. O pré-sal da Bacia de Santos, que ensaia multiplicar por quatro ou por cinco as reservas do Brasil em petróleo e gás, vai desencadear uma avalanche de investimentos estatais e privados em quase todos os municípios da Baixada Santista. As prefeituras não vão ganhar royalties, banidos dos campos ainda não licitados como manda o marco regulatório do pré-sal e que em agosto deverá ser remetido ao congresso. Mas os municípios ganharão portos, terminais, aeroportos. oleodutos, gasodutos, estaleiros, rodovias, ferrovias, condomínios corporativos, condomínios residenciais, complexos hoteleiros, vasta rede de serviços que gravitam ao redor da moderna industria petrolífera. Cubatão, por exemplo, que hospeda o aço da antiga Cosipa, hoje Usiminas, vai receber um grande estaleiro, tanto para as embarcações do pré-sal, quanto também para as plataformas do pré-sal. TAMBÉM ESTÃO ESPERANDO POR ESTALEIROS, BERTIOGA E PERUÍBE.”

Quase tudo isso se concretizará. Digo quase, pois duvido que nossa cidade fará parte dessa onda de mudanças. Praia Grande já se prepara, com crescimento populacional de dez mil pessoas ao ano, e bem capaz de passar Santos, se tornando o mais populoso e rico município do litoral paulista. E Peruíbe NEM ESTALEIRO TERÁ, pois certamente alguém dirá que não se pode construir um por aqui.

Para quem ainda não entendeu: grandes investimentos industriais, estejam ou não relacionados com a exploração de petróleo e gás natural (a parte do gás parece que já era) NÃO SERÃO REALIZADOS AQUI!

Em vez de se integrar com os “irmãos” metropolitanos, nossa urbe se diferenciará ainda mais dos mesmos, não os acompanhado em suas transformações socioeconômicas, o que a tornará definitivamente VALE-RIBEIRENSE. Se algum munícipe adepto do #UsinaNão acha que continuaremos por muito tempo como parte da baixada após isso, digo que está se enganando, e o tempo dirá que tenho razão.

Mas não se preocupem, pois o VALE DO RIBEIRA NOS RECEBERÁ DE BRAÇOS ABERTOS, REGIÃO DA QUAL PERUÍBE É PARTE DE FATO. A BAIXADA SEMPRE FOI UMA ILUSÃO”.

Texto, Autoria e Criação: Blog Peruíbe nas trevas

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Imagens: Pixabay

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