Apresentada nos telões em 1994, finalmente a história de Priscilla, Rainha do Deserto ganha uma versão para os palcos sendo realizada simultaneamente, pela primeira vez, na Broadway e também no Brasil.

A trama traz a divertida e envolvente aventura de três drag queens – Mitzi (Luciano Andrey), Felícia (André Torquato) e Bernadette (Ruben Gabira) – que embarcam em um ônibus apelidado de Priscilla rumo ao deserto australiano.

Com diversas trocas de cenário e coreografias muito bem trabalhadas, o espetáculo musical paralisa os olhos da plateia que se encanta com os personagens, as músicas e os figurinos deslumbrantes. Isso sem contar um dos momentos memoráveis da peça, que traz para os palcos um ônibus, orçado em 1,7 milhão de dólares, com uma iluminação diferenciada que se altera de acordo com as cenas apresentadas.

Quanto às atuações, se destacam o trabalho de André Torquato, que do começo ao fim da peça encara com brilho e muita energia a engraçada e badalada drag Felícia e Ruben Garbira, que confere entrega total ao personagem, trazendo para o público uma Bernadette emotiva, divertida e, ao mesmo tempo, que sabe lidar com os preconceitos impostos aos homossexuais por alguns setores da sociedade.

O espetáculo conta ainda com as participações de Simone Gutierrez – que foi destaque no espetáculo Hairspray (2009) entre outros e Saulo Vasconcelos – que se consagrou em musicais como O Fantasma da Ópera (2005), Os Miseráveis (2001), Cats (2010) entre outros.

Para não quebrar o encanto das mais famosas músicas dos últimos tempos como “I will survive”, “It’s Raining Men”, “I say a little prayer” e “Material Girl”, os atores cantam a versão original das canções despertando uma vontade de dançar nos espectadores, que têm a chance de entrar no clima, mexendo o esqueleto, ao final da peça.

Por Mariana Mascarenhas