Apesar do clima de medo e ansiedade provocado pela pandemia do Coronavírus, a polarização política ainda serve como base e até argumento para a maioria das postagens nas redes sociais. Porém, o momento pede outra coisa e exige o oposto, na verdade. E nós, mais uma vez, nadamos contra a corrente de uma forma nada saudável.

Quem, em plena crise pandêmica, insiste no discurso “a nossa bandeira jamais será vermelha” precisa urgentemente mudar essa fala. Atualmente, o único risco de mudança de cor de bandeira que temos é do verde e amarelo para o preto, do luto, pelas vidas que correm risco e que fatalmente perderemos.

Não se trata de um lado ganhar ou perder uma eleição. Investir na polarização política em um momento de pandemia mundial é de uma sordidez enorme. O que menos precisamos é de alegações como: “Se fosse no governo do PT seria diferente” ou “Deixa o mito trabalhar”.

Precisamos de um alinhamento de discurso e que a equipe de governo lide com o tal monstro que a mídia parece representar de forma transparente e responsável. Deixar jornalistas sem resposta, seja por não gostar da pergunta ou por considerar que o veículo ao qual ele presta serviço tem “viés ideológico” (seja lá o que isso possa significar na prática), é de uma pequenez sem tamanho.

Precisamos também passar longe do coitadismo político com frases como “O governo tem muitas coisas para se preocupar”. Não podemos minimizar o número de mortos, o iminente colapso do sistema de saúde e tantos outros problemas e muito menos deixar de lado a questão econômica, empregos e todos os demais indicadores e atores deste cenário como mercado, empresas e etc.

Não elegemos um político para governar nossa cidade, estado ou país para que ele passe 4 anos como se estivesse vivendo em um spa ou de férias em algum destino paradisíaco. Um governo é um líder e deve agir com a responsabilidade e resolvendo todas as duras tarefas que esta condição impõe.

O governo precisa trabalhar agora pois é no presente que ele precisa demonstrar a que veio e não em comparações com governos passados ou de olho nas eleições de um futuro que talvez nem exista da forma que se faz presente, hoje, na imaginação de quem está no poder.

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