Peruíbe completa 58 anos de emancipação político administrativa, no dia 18 de fevereiro. Entre histórias, lendas e pontos turísticos, O GAROÇÁ passeia pelo Centro da cidade, em homenagem ao seu aniversário.

“Alguma coisa acontece no meu coração. Quando eu passo entre o posto Ipiranga e Avenida São João.”

Talvez não tenha mesmo muito a ver parodiar uma das mais belas músicas de Caetano Veloso e compará-la com o Centro de Peruíbe, no trecho entre a Avenida Padre Leonardo Nunes, onde fica o Posto Ipiranga, e a Avenida São João, com a sua feirinha Hippie. Mas é provável que o sentimento do autor de “Sampa” seja igual a dos muitos peruibenses e turistas que visitam a cidade frequentemente para passear.

O Centro de Peruíbe é bonito, dinâmico, moderno e em nada se assemelha à Peruíbe de alguns anos atrás.

Hoje, possui um comércio variado onde o visitante pode encontrar quase tudo: supermercados, lojas de roupa, restaurantes, lanchonetes, entre outros. Se o visitante passar pelo Boulevard na primavera, com certeza vai perceber as cores dos ipês-rosas plantados em quase toda a extensão do calçadão, que enfeita e colore o Centro e ainda conforta o coração daqueles que veem na natureza uma manifestação de Deus.

Na praça matriz, o busto de Geraldo Russomano, emancipador da cidade, saúda quem contempla a praça. Ele ainda carrega placas inaugurativas, fruto das constantes reformas, feitas ao longo dos anos. No meio da praça, uma pequena arquibancada serve de descanso para quem passeia, local ideal para levar crianças para correrem à vontade.

 

 

 

 

 

No torre da igreja está a imagem de São João Batista, padroeiro da cidade. Além do coreto, que correu o risco de ir abaixo na última reforma, a colônia dos pescadores preserva traços do que foi uma das primeiras escolas do município. Apesar do aspecto moderno, a ausência de árvores deixou a praça pouco aconchegante e, curiosamente, foi excluído um relógio de sol que ficava à sombra de uma árvore.

Na esquina com a São João, a prefeitura ainda conserva um hidrante inaugurado com festa nos anos “60”, equipamento contra incêndio que ficava perto do Cine Castro, primeiro cinema de Peruíbe.

 

No outro lado da Avenida, um painel, que está atrás de um outdoor e ofuscado por ele, é o último vestígio do extinto parque da Tia Letícia, dos anos 70.

Mais à frente, o Núcleo da terceira idade guarda o local da primeira Câmara Municipal. O terreno onde hoje é o Chico Latim era uma quadra poliesportiva. Qualquer um podia jogar e, diariamente, crianças, jovens e adultos “rachavam” ali.

Na galeria de lojas modernas, que fica no térreo do Hotel Vitória Régia, já foi o local de embarque da Breda, considerado a rodoviária da cidade em outros tempos. Nos anos 90, neste mesmo lugar, havia um imenso salão, onde era o estabelecimento da “Lurdinha”, destinado para quem gostava de forró e de tomar uma “gelada”.

Vale lembrar que em meados dos anos 2000, o departamento da cultura espalhou, ao longo do Boulevard, painéis com fotos e informações dos principais pontos turísticos da cidade. Após constantes depredações e ainda a troca de prefeitos, a ideia foi abandonada.

A feirinha hippie era completamente diferente. A praça ficava no alto e para acessá-la era preciso percorrer uma das muitas escadarias que contornavam a praça. Na praça tinha chafariz, plantas, árvores e artesanato. Um aspecto muito original e diferente de outras praças de nossa região.

Para finalizar, a praça Melvin Jones, localizado em frente ao prédio redondo, ainda guarda uma das barbatanas de Tubarão, feito de concreto, marco das inaugurações da prefeitura em outras gestões administrativas.

Como se pode ver, a cidade (tenta) ruma para horizontes promissores. Uns lutam para mantê-la tranquila, calma e com qualidade de vida. Outros querem transformá-la em uma cidade grande, cheia de prédios e com mais oferta de empregos. Quanto ao futuro de Peruíbe, só o tempo irá dizer como será. Aos moradores e visitantes, só resta aguardar o passar dos dias observando, assim como faz o Itatins…

Reportagem e Texto: Márcio Ribeiro

Fotos coloridas e Pesquisa: Márcio Ribeiro

Postagem: O Garoçá

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