Recentemente a Veja publicou uma matéria em sua edição semanal relatando os números de brasileiros que estão se tornando milionários em intervalos de tempo cada vez menores. Hoje nosso país conta com cerca de 145000 pertencentes a essa classe de elevação social e dezenove outros se tornando milionários diariamente. Diante destes dados e com o que tenho observado atualmente, podemos dizer que estamos assistindo a uma mudança de grau bem relevante para entendermos o potencial desenvolvimento brasileiro que tem atraído os olhares estrangeiros.

Estamos saindo de um tempo em que era comum ouvirmos os cidadãos discernindo sobre a triste desigualdade social em que o rico cada vez ficava mais rico e o pobre mais pobre e, à medida que observávamos um brasileiro se tornando o novo milionário da vez, lamentávamos pelos outros cidadãos que continuariam a imergir em condições precárias de baixo desenvolvimento.

Hoje fazemos parte de uma nação que conseguiu, depois de longos anos, reduzir a desigualdade social (lógico que ainda há muito que fazer, mas destaco aqui o começo de uma mudança) e acelerar seu desenvolvimento econômico ocasionado pelo destaque do país com suas reservas econômicas, salários melhores e a ajuda da crise econômica mundial que atraiu investidores estrangeiros. Diante de tais circunstâncias, a população brasileira aumentou de forma acelerada o seu poder aquisitivo, o que contribuiu para o crescimento da classe C.

Este é o ponto a que me refiro o qual difere a atualidade da desigualdade de outrora, pois hoje todas as classes elevaram seu nível social. Graças à melhora acentuada da classe média, os empresários conseguem movimentar os seus negócios e enriquecê-los sem que para isso precisem explorar os mais pobres retirando-lhes seus recursos, pois, atualmente, todos estão se movimentando para melhor e contribuindo para uma nação mais capacitada para isso.

Destaco a parte que a análise que fiz se refere a uma mudança que começa a ganhar fôlego em nosso país com o surgimento de uma nova situação, mas deixo claro que tal texto não traz uma interpretação embutida de que não há mais desigualdade social e que os ricos não enriquecem a custa de exploração dos pobres. Infelizmente essa é uma realidade que perdurou por muito tempo no Brasil e ainda continua deixando raízes, mas trata-se de algo que vem diminuindo e dando lugar a um enriquecimento de ambas as classes sociais.

Por Mariana Mascarenhas

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