Face à estagnação do crescimento econômico desde 2010, urge mudanças estruturais na economia brasileira, visando uma melhora significativa. Desde então, o PIB brasileiro, que desde 2005 girava em torno de 4,3% ao ano, tem estacionado perto de 2% anual, sem qualquer variação significativa, podendo diminuir ainda mais – o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções de crescimento para 1,4% neste ano.

Não é preciso pesquisar muito para saber por que a economia brasileira patina neste momento: excessivos gastos governamentais (incluindo aí benefícios concedidos a políticos e magistrados), falta de transparência das contas públicas, falta de investimentos em infraestrutura, queda na produtividade, entre outros fatores são os principais responsáveis pela fragilidade da economia brasileira, com consequente elevação da inflação, sentida nos bolsos dos brasileiros.

A falta de transparência política é um gritante fator que ocasiona um verdadeiro rombo na economia nacional. Destaca-se o escândalo da Petrobras, da qual bilhões de reais foram desviados com pagamento de propina de empreiteiras a deputados para contratação e superfaturamento de contratos, valores que incluem as tais propinas.

Até dezembro de 2013 o governo podia abater da meta R$ 67 bilhões, equivalentes aos gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e desonerações tributárias. Então o Congresso aprovou uma lei que permitiu o aumento do limite do abatimento da meta do superávit fiscal (economia para pagamento de juros da dívida pública), permitindo que o governo abata tudo que gastar com aqueles dois itens e assim poderá contrair gastos muito maiores e aumentar seu endividamento. A medida já foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Assim como o caso Petrobras, esta lei pode significar mais um entrave para o crescimento econômico.

Portanto, são urgentemente necessárias medidas de alteração na base estrutural do segmento econômico que incluam rigidez nos órgãos públicos fiscalizadores, investimentos nos setores industrial, de construção civil e logística, controle de gastos públicos e até mesmo uma reformulação burocrática que facilite a vida dos empreendedores e atraia mais investimentos para o país, de modo que ele volte a ser a menina dos olhos para a economia mundial. Estes são apenas alguns desafios que o novo ministro da Economia, Joaquim Levy, terá de lidar agora em diante.  

Por Mariana da Cruz Mascarenhas
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