Durante esse começo de 2017 eu perdi o controle e acabei gastando um trocado bom com livros físicos. Desde que comprei o e-reader Kobo meu foco estava nos livros digitais. Em formato físico só os livros para o mestrado. Os motivos são um tanto óbvios: espaço para guardar, facilidade de transporte. Os espaços de casas e apartamentos em São Paulo são cada vez menores, carregar mochila com peso extra não é agradável para ninguém – principalmente quando se utiliza transporte público.

No caso dos livros para o mestrado, tenho o problema das citações. A necessidade de referenciar edição e página. Confesso que ainda encontro dificuldade de fazer isso quando uso um conteúdo em formato digital. Sei que já deve existir alguma forma de contornar a situação, mas, como eu já disse, careço de informações a esse respeito.

Também estou cansado de saber que o Kindle é mais confortável e coisa e tal. Nem tentem fazer campanha. Não vou abrir mão do meu Kobo, é uma questão emocional.

Mas, voltemos aos livros físicos. Fazia tempo que eu não cometia um ato irracional desse nível. Para você ter uma ideia, comprei até a versão impressa de Graça Infinita, do David Foster Wallace, sendo que eu já tinha a versão digital. Quem conhece a versão de papel sabe o quanto é difícil de ler e manusear. O catatau em formato físico pesa um quilo e meio. Transportá-lo na mochila está fora de questão. Até o ato de passar as páginas é complicado numa edição com a lombada tão larga.

Mas esse, como já disse, não foi o único livro que comprei, o conjunto é bem maior. Nessa lista estão: Meia-noite e vinte, do Daniel Galera; Jornalismo diário, da Ana Estela de Sousa Pinto; A turma que não escrevia direito, do Marc Weingarten; Tempos instáveis, da Revista Piauí (com “p” minúsculo mesmo); Entre o mundo e eu, do Ta-Nehisi Coates; Todos os homens do presidente, de Carl Bernstein e Bob Woodward (um clássico); Capote – uma biografia, de Gerald Clarke; Voyeur, do Gay Talese; A anatomia de John Gray, do John Gray (Dã!); e A vida intelectual, de Antonin Dalmace Sertillanges.

E olha que eu não estou colocando nessa lista os livros e periódicos para a minha pesquisa de mestrado, nem tampouco os jornais que leio diariamente e as revistas mensais que sou assinante.

Fiquei me perguntando o motivo de ter feito isso. Eu sabia que ocupariam um espaço que eu não tenho, onde guardá-los? Arrumei uma caixa de papelão e ali vou colocando à medida que termino as leituras.

Fiz isso porque os livros se tornaram um fetiche para mim. Gosto de tocar, gosto de cheirar, gosto de exibir o volume impresso para os amigos. Como estava há muito tempo comprando apenas os EPUBs, a abstinência estava começando a dar sinais.

Prometo escrever sobre cada um deles aqui no blog. Sempre que acabar a leitura, ao menos uma vez por semana, haverá algum post novo sobre o assunto.

Talvez assim vocês possam, compartilhando da minha paixão, argumentar que não fui tão irracional.

E agora? Onde vou guardar mais essa caixa com livros?

 

José Fagner Alves Santos

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