A maior arma do jornalista é o seu cérebro, e para que ele funcione bem é necessário que se tenha a matéria prima para as boas ideias: informação.

Todos que trabalham com jornalismo há algum tempo conhecem algumas histórias emblemáticas ou “causos” icônicos que servem de referência. Afinal, o jornalismo, como qualquer profissão, é cumulativo. Depende das experiências daqueles que vieram antes. Assim é possível ter um ponto de partida que não é o marco zero. Sempre temos as experiências anteriores que nos servem como norteadoras.

Alguns desses casos se tornaram máximas do ofício. Tomemos como exemplo a histórias do jornalista pernambucano Antônio Maria Araújo de Morais. Ele escrevia, nos anos de 1950, uma coluna com o nome de Romance Policial em Copacabana, no jornal Última Hora.

No livro “Um homem chamado Maria”, escrito por Joaquim Ferreira dos Santos, há o registro de um caso emblemático. Ferreira conta que, certa vez Antônio Maria escreveu algo que desagradou ao playboy milionário Francesco Matarazzo Pignatari, mais conhecido como Baby Pignatari.

Certa noite, na porta de uma casa noturna, Antônio Maria deu de cara com Baby. Os dois discutiram, Pignatari fez ameaças e Antônio Maria o desafiou. Houve então uma briga. Baby, que estava acompanhado de alguns amigos, levou a melhor. Pisaram as mãos de Antônio Maria até que seus dedos se quebrassem.

No dia seguinte, a primeira frase da coluna de Antônio Maria era: Idiotas! Pensam que jornalistas escrevem com as mãos!

A lição que tiramos disso é um tanto óbvia. A maior arma do jornalista é o seu cérebro. Você pode ditar o texto para que alguém escreva, mas não pode pedir que outra pessoa pense em seu lugar.

É esse o motivo pelo qual o jornalista precisa estar sempre bem informado.

Mas eu gostaria de saber a sua opinião.

Deixe um comentário nos contando o que você acha.

 

José Fagner Alves Santos

 

  • Rafael Neves

    Vejo como obrigação de um jornalista estar à par do que ocorre na sociedade. Principalmente nos dias de hoje, não precisa ter uma opinião formada de imediato, mas ao menos saber o que está ocorrendo e ir em busca de informações que ajudem a sociedade.