Ele acordou durante a noite e saiu pela rua deserta.

Apenas as luzes dos postes nas poucas ruas da zona rural e o tenebroso silêncio da madrugada.

As nuvens, meio avermelhadas, mostravam o contorno da crista da Serra do Mar.

Uma estrela bonita e de brilho intenso começou a ficar mais forte até se aproximar sem que ele percebesse e começou a acompanhar a caminhada daquela alma triste e solitária.

De repente, um forte ruído e outros zumbidos chegaram ao seu ouvido com vontade de lhe espedaçar o cérebro, que ele traduziu assim:

“Afaste-se dos covardes!

Não adianta se esconder de mim/ Eu estou em você, sem que você esteja em mim.

Resolva os seus problemas sem fugir/ senão vou lhe acompanhar para onde ir.

Não esqueça que o mal lhe acompanha! Não esqueça de olhar para o céu!

Não se esqueça que você andou lado a lado com o mal.

Não seja covarde”.

Após os zumbidos, ele sentou no meio da rua de terra e começou a olhar à sua volta.

Não havia mais o silêncio: Grilos, sapos, pererecas e animais noturnos faziam uma algazarra.

Uma forte dor passou a ser sentida na sua barriga e quando não podia mais aguentar, acordou sozinho em seu quarto com muito frio, medo e muito assustado com o seu sonho.

Foi ao banheiro, tomou um banho e voltou a dormir, sem perceber que o seu pé estava cheio de areia e que a porta da sala ficara aberta durante toda a noite, de onde uma luz intensa de uma estrela bonita clareava o interior de sua casa…

Autor e Criação: Márcio Ribeiro

Foto: Márcio Ribeiro

Postagem: O Garoçá

Todos os direitos reservados – Dezembro de 2016

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