Disputando o Oscar de 2010 por quatro categorias de melhor: direção artística, fotografia, canção e atriz coadjuvante (Penélope Cruz), o musical Nine foi dirigido por Rob Marshall, quem também dirigiu Chicago, outra adaptação da Broadway vencedora de seis Oscar, incluindo melhor filme.

Em Nine, Marshall realiza sua produção em homenagem ao diretor italiano Federico Fellini e seu filme Oito e meio, contando a história de um cineasta, interpretado por Daniel Day Lewis, que se vê em crise, pois, diante do anúncio de que as filmagens de sua nona produção serão rodadas o mais breve possível, ele sofre um bloqueio artístico o que o impede de não escrever sequer, o primeiro parágrafo de seu roteiro.

Diante disso, ele se hospeda em um hotel distante dos estúdios Cinecittà localizados em Roma, para dar início a uma história ao seu filme, sendo, neste momento, pego de surpresa por lembranças que vão desde a sua infância, até a relação conturbada com sua mulher (Marion Cotillard) e a amante (Penélope Cruz), em que ambas também aparecem em tempo real, fora de sua mente.

Destacando-se em algumas cenas, como na apresentação da canção Be Italian, o que deixa uma pequena referência aos números musicais de Chicago, Nine pareceu não ter explorado tanto os recursos de produção musical, o que acarretou em algumas canções com coreografias semelhantes, que apenas completam o filme, sem dar uma continuidade relevante e interessante aos fatos que decorrem durante a história.

Até mesmo a fantástica atriz Penélope Cruz não se destacou tanto com sua personagem que se revela em alguns pontos do filme, mas, mesmo assim, Penélope disputa o Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua interpretação em Nine.

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