Por Mariana da Cruz Mascarenhas

“Você só dará valor à sua mãe depois que perdê-la”, “Você não vai a esta festa”, “Em você eu confio, não confio é nos outros”: identificou-se ou já ouviu alguma das frases anteriores? É provável que sim e, possivelmente, ela saiu da boca de sua mãe ou você disse ao seu filho.

Na relação, mães e filhos se igualam entre si. As mães acham que seus pequenos serão pequenos para sempre e os filhos, muitas vezes, se incomodam com a preocupação exagerada de suas genitoras, querendo maior liberdade. Identificando-me também com esse cenário, eu me diverti à beça com uma das grandes comédias do cinema nacional, protagonizada por um dos maiores comediantes atuais, Paulo Gustavo, em Minha mãe é uma peça.

Depois de levar quatro milhões de espectadores aos cinemas em 2013, o longa, que divertiu plateias ao contar a história de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), uma dona de casa amalucada e mãe de dois filhos: Juliano (Rodrigo Pandolfo) – superprotegido por ela, teme que o filho sofra preconceito por ser gay – e Marcelina (Mariana Xavier) – uma garota que está acima do peso e por isso é sempre repreendida por sua mãe que a chama de baleia, imensa, entre outros termos pejorativos – acaba de ganhar continuação em Minha mãe é uma peça 2.

O filme estreou no dia 22 de dezembro de 2017 e já levou mais de oito milhões de espectadores ao cinema, batendo recorde nacional de bilheteria.E se a diversão rolou solta entre minha mãe e eu, que até se identificou um pouco com a personagem rsrsrs, quando conferimos a primeira trama, não poderíamos deixar de conferir a segunda.

Nessa continuação, Dona Hermínia volta amalucada como de praxe, apresentando seu programa de TV – trata-se de uma continuação do primeiro filme, onde ela se torna apresentadora ao final. Moradora de Niterói, ela quase surta quando sua filha decide ir para São Paulo, após passar num teste de teatro, seu filho resolve virar heterossexual e sua irmã perua e assanhada volta dos EUA e decide passar uma temporada em sua casa.

Há vários momentos engraçados ocasionados pela ousadia e talento de Paulo Gustavo, o que acabam enaltecendo o filme, já que o roteiro se revela linear e quase estático, aquém do primeiro longa. Porém, nada que não seja páreo para que Paulo Gustavo supra com sua naturalidade e maior liberdade para encarar seu papel de uma mãe, cujas preocupações e tormentos geram identificações em tantas mães e transformam-se numa das fórmulas do sucesso da trama – o ator inclusive criou o personagem inspirado na própria mãe.

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