Calma leitor. O título desta matéria não é atual mas já foi real. E olha que não faz muito tempo!

Há cinco anos, Peruíbe se orgulhava em ter o menor índice de mortalidade infantil da região. Existiam placas comemorando o feito, a cidade era referência para outros municípios e atraía a atenção da mídia.

Entre os meios de comunicação, um grupo de estudantes de jornalismo da Unisantos veio até a cidade fazer um vídeo mostrando os desafios que precisavam ser vencidos e outros problemas, apesar dos números que a cidade ostentava.

Na época, futuras mamães reclamavam do atendimento e pediam mais acompanhamento nas gestações, enquanto os índios se sentiam abandonados pelo poder público e apontavam a dificuldade de locomoção até o Centro da cidade.

O primeiro vídeo mostra as dificuldades de Karinne Oliveira.

No segundo vídeo, os jovens repórteres foram atá a aldeia do Taniguá pra mostrar as dificuldades das mamães indígenas. Há um defeito no vídeo, quando ele chega aos 20 segundos, mas o vídeo continua em seguida.

Os números relatados nas linhas acima pertenceram ao governo Milena Bargieri. Com a chegada da equipe da Ana Preto a coisa desandou de vez, pois além de não conseguir avançar nas questões levantadas pelos jovens jornalistas, todo o trabalho que existia foi destruído culminando no total desativamento da maternidade.

Devido aos protestos da população, a reativação da maternidade virou promessa de campanha de todos os candidatos a prefeito na eleição passada.

Entre eles, estava o eleito, Luiz Maurício (PSDB), que prometeu reabrir a maternidade em apenas seis meses, promessa esta que ele não teve a competência de cumprir: “ A administração passada não fez a licitação e nós tivemos que mudar o projeto. Onde ia gastar 600 mil, foi orçado em um milhão e meio de reais e, por isso, tivemos que fazer uma grande alteração em tudo. Já teve a primeira fase da licitação. A hora que tiver a análise de toda a documentação abre-se as propostas e aí se contrata e se incia a obra. Quero iniciar o quanto antes. A minha vontade, sem querer falar em prazo e sem prometer, é que a gente inaugurasse a maternidade no aniversário da cidade, em 18 de fevereiro”, falou.

Enquanto isso, os moradores ficam a mercê da sorte e destino e correm como podem para a vizinha Itanhaém. Existem casos que não deu para esperar e algumas crianças nasceram na Upa mesmo, onde o atendimento foi elogiado pelas pessoas ouvidas pelo O Garoçá.

Apesar da vontade do prefeito em reabrir no próximo aniversário da cidade, ele mesmo disse à nossa reportagem que acha muito difícil que isto aconteça.

Reportagem e Texto: Márcio Ribeiro

Fotos: Márcio Ribeiro

Produção do vídeo: Márcio Ribeiro / Paula Ribeiro / Isabella Castro / Juliana Marcelo

Agradecimentos: Universidade Católica de Santos – Unisantos

Agradecimentos Especiais: Paula Ribeiro / Isabella Castro / Juliana Marcelo

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