Nas ruas, nas livrarias, escolas, igrejas, nos restaurantes, em todo lugar e a qualquer hora encontramos alguém on-line. As pessoas vivem 24 horas conectadas por meio de seus smartfones, ipad, celulares, tabletes, etc. Mas a verdade é que estão of-line para o que realmente importa.

Apesar do Twitter, Instagram e outras inúmeras plataformas de mídia social, nenhuma é tão contagiante como o Facebook. A rede que atingiu a marca de  1,49 bilhão de usuários.

Você pode me dar seu número? Essa era a pergunta que fazíamos ao conhecer alguém quando queríamos  manter algum tipo de relacionamento,  agora estamos acostumados a ouvir “Qual o seu Facebook?”. Chegar a ser estranho quando conhecemos alguém que não faz parte de alguma rede social.

Admito que reencontrei amigos e amores do passado por meio do Facebook, isso é um benefício e tanto proporcionado por essa rede. Bem como postar fotos dos nossos momentos legais, curtir, compartilhar e dizer o que estamos pensando sem medo de ser feliz. Mas o problema é o tempo que gastamos fazendo todas essas coisas após fazermos o login. Deslogar é difícil, já que o “Face”, nome que o apelidamos, é muito viciante.

Sinto falta de um tempo onde as redes sociais não existiam. Tempo em que tinha que ir para a biblioteca pesquisar determinado assunto ao invés de “olhar no google”. Tempo em que saía com meus melhores amigos só  para falar besteira ou comprar uma acarajé na esquina. Sinto falta de uma época em que o  Whatsaap simplesmente não existia e que falar ao telefone por horas era nossa única forma de amenizar a saudade de alguém distante.

Não estou de forma nenhuma desmerecendo as maravilhas que a tecnologia e as redes sociais possibilitaram, mas não devemos esquecer qual é  a principal rede das nossas vidas.  A vida é curta e não há nada melhor do que tocar, sentir e se conectar com o mundo real quando vale a pena. Não há nada melhor que uma relação construída por atitudes e gestos humanos.

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