O juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho concedeu uma liminar autorizando psicólogos a oferecerem terapia de reversão sexual. Parece absurdo tentar curar algo que deixou de ser considerado doença há 27 anos e que, de acordo com a história da humanidade, existe desde sempre (veja vídeo ao final deste texto).

Entretanto, a preocupação excessiva com a vida alheia é que, na verdade, deveria ser alvo de tratamento orientado por psicólogos. É preocupante essa tentativa de reverter um comportamento normal do ser humano (e temos inúmeros estudos que comprovam isso) em um país com inúmeros casos de depressão e outras doenças que precisam de tratamento psicológico.

Soa como lobby de um pequeno grupo que, felizmente, não representa o todo. Em uma visão marqueteira, soa como tentativa de oferecer um serviço que pode ser supervalorizado e que viria a ser consumido por um grupo desesperado e com medo das consequências relacionadas à própria orientação.

E todos sabemos que, no desespero, o ser humano faz coisas absurdas como comprar areia em pleno deserto ou, até mesmo, perder tempo enxugando gelo.

O Brasil precisa de outras coisas e talvez os psicólogos que defendem esse tratamento absurdo possam ajudar. Por exemplo: por que não curar a corrupção política com psicologia? E isso não é ironia. Ser corrupto é um comportamento aprendido e impulsionado pela certeza da impunidade e não uma condição humana tão normal quanto gostar de verde ou amarelo. A corrupção é doença, um transtorno de personalidade.

Até hoje não lembro de ter lido que um hospital está em crise financeira por ter um administrador homossexual. Porém, a corrupção faz com que a saúde pública brasileira não consiga dormir em paz, com medo do amanhã. Amar alguém do mesmo sexo não faz nada disso, mas, ao contrário, mata aquele que se enquadra como tal, seja por causa da intolerância ou da não aceitação que promovem tantos casos de autodestruição ou até mesmo suicídio.

Os caciques da falcatrua geral da república talvez estejam em um estágio avançado desta doença, que faz bem somente para quem a pratica, mas que mata inúmeras pessoas nas filas dos hospitais, na espera por medicamentos e nas ruas, vítimas da violência. Porém, temos uma geração imensa que ainda pode ser tratada e se livrar deste vício, fazendo com que sejamos o país do presente, pois o futuro chegou e estamos cada vez mais com os pés grudados no passado.

A edição 86 do Nerdologia traz um ótimo vídeo sobre este tema e vale muito a pena conferir: