Uma bela ave, que canta de dia e de noite, pode ser observada nos quatro cantos da cidade, nesta época do ano.

Trata-se do Saci (Tapera naevia) que possui um canto inconfundível, cheio de histórias e lendas. Esta ativa nesta época do ano e pode ser ouvido em qualquer bairro arborizado de Peruíbe.

É muito rápido identificar o seu canto, porém visualizá-lo já não é uma tarefa fácil. Por isso, muitos acreditam que ele seja ventríloquo, isto é, canta em um lugar mas o som parece que vem do lado oposto.

Possui o mesmo hábito do Chopim (Molothrus bonariensis) de não construir ninhos. O Saci bota os ovos em um ninho de uma outra espécie, mas quando o seu filhote nasce ele mata os seus “irmãos” hospedeiros e continua pedindo comido para o pai enganado.

Existem algumas lendas locais que cercam esta ave. Os caiçaras consideravam a ave como mau agouro ou má sorte. Outros acreditavam tratar-se do canto do saci-pererê. Alguns deles, ao saírem para caçar, desistiam da empreitada caso ouvisse o som desta ave pelo caminho.

Saci (Tapera naevia) fotografado na Zona Rural de Peruíbe (Foto: Karina Avila)

Caso você tenha interesse em ver estas ou outras aves, existem profissionais em Peruíbe que oferecem o serviço de birdwatching, como o Bruno Lima (13) 99159-3592, Márcio Ribeiro (13) 99783-5289 e o Fábio Barata (13) 98198-1719. Aproveite e peça para ver outras espécies que também são comuns nesta época, como:

o Tuju (Lurocalis semitorquatus)

Tuju (Lurocalis semitorquatus) na Zona Rural, feita em 2012 (Foto: Alexandre Faitarone)

e o Urutau (Nyctibius griseus).

Urutau (Nyctibius griseus) feito na Zona Rural de Peruíbe (foto: Karina Avila)

Texto e Reportagem: Márcio Ribeiro

Fotos: Karina Avila e Alexandre Faitarone

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