Perdoa-me por ser tão prosaico,
Prosear os versos soltos como pó.
Perdoa-me por criar este mosaico
No qual as partes envoltas de meu ser se dão um nó.

Perdoa-me por estar aqui agora
Pedindo perdão pelo que não cometi,
Deixando a velha prosa tornar a fazer hora
Em rimas pobres e batidas que não ritmam o que senti.

Perdoa-me por não poder perdoar
O poema de escárnio que vivemos.
E se no perdão se emprega o amar
Amando-me, te esquece do erro infausto ao qual cedemos.

Perdoa a regra (pois “se” e “te” fazem entender por igual).
Perdoa a exceção (pois é nela que se encontra o comum).

Perdoa-me, mas tenho que ir…