Muito se tem visto, falado e escrito sobre a limpeza que a gestão Dória está realizando na Cracolândia, na cidade de São Paulo. A ideia de revitalizar a Zona Central da cidade é excelente e necessária, mas os mesmos adjetivos deveriam ser usados para qualificar o modus operandi desta ação.

Usando uma analogia que considero clichê, mas que se faz necessária, a prefeitura forneceu uma espécie de pão intelectual enquanto sinistramente armou um circo de horrores na famigerada região.

Mas, não seria difícil prever o que aconteceu depois: a Cracolândia mudou de lugar. Da rua Helvétia, foi para a Praça Princesa Isabel. E, se forem tirados de lá, irão para outro lugar e novas “cracolândias” irão se formar ou, até mesmo, teremos mini-cracolândias espalhadas pela cidade de São Paulo.

Não é possível afirmar a melhor forma de resolver este problema, mas o que podemos dizer com certeza é que agir de forma inspiradas em modelos ditatoriais com certeza não é a melhor forma e tende a não trazer resultados positivos. A não ser que o objetivo seja o de deixar mais de 1800 usuários de crack espalhados pela cidade, extinguindo de fato a cracolândia, mas deixando o problema intacto e pulverizado.