Dirigido por Christopher Nolan, trata-se de uma produção muito bem trabalhada em todos os aspectos, principalmente no intelectual. Ao contrário de uma grande variedade de filmes que vem transformando o mercado cinematográfico em um verdadeiro complexo de cultura superficial, marcada muito mais pela tecnologia do que pela verdadeira atuação, A Origem é uma daquelas produções em que o público não pode desviar os olhos dos telões nem por um minuto para não perder a sequência de ações muito bem exploradas que vão se desenrolando.

O roteiro narra a história de Cobb (interpretado por Leonardo Di Caprio), um homem especializado em invadir a mente das pessoas com a capacidade de roubar informações do inconsciente delas. Longe de sua casa nos Estados Unidos, ele foi obrigado a fugir do país, depois de ter sido acusado como o responsável pela morte de sua mulher Mal (Marrion Cotillard), mesmo que ele o tenha feito sem querer.

Desesperado para voltar ao lar e rever seus dois filhos pequenos, em troca de uma passagem para os E.U.A, ele aceita a proposta feita pelo empresário japonês Saito (Ken Watanabe): invadir a mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), herdeiro de um grande império econômico, e implantar uma ideia de que ele deve doar o dinheiro herdado. Só o que Cobb não contava era com a constante presença de sua falecida mulher nos sonhos, o que o faz recorrer a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page), além de seu grande parceiro com quem ele já trabalhava, Arthur (Joseph Gordon-Levitt), para que o missão de Saito possa dar certo .

Para quem não viu nos telões, vale conferir a produção, já lançada em DVD*, na telinha de casa e descobrir porque o filme vem sendo tão elogiado pela crítica e aclamado na disputa ao Oscar, ao lado de outras grandiosas produções.


*apesar de publicar no blog apenas filmes que estão em cartaz nos cinemas, resolvi abrir espaço para este, pela excelente repercussão na crítica cinematográfica e por suas merecidas indicações ao Oscar.