“Descobrimos que apesar de vivermos em um mundo egoísta e consumista, ainda existem pessoas boas, indivíduos que renunciam a sua própria vida em favor do próximo”

A frase acima foi dita por uma estudante de jornalismo ao concluir seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O projeto, que tive a honra de fazer parte, foi desenvolvido por 4 alunas. Como sempre ocorre, não foi fácil escolher o tema. Por admirarmos causas sociais, nossa orientadora nos levou a escolher o trabalho voluntário.

De início pesquisamos a definição de voluntário. A palavra vem do latim “voluntariu”. Que se faz ou deixa de fazer, sem coação nem imposição de ninguém. Que está em nosso poder ou que depende do nosso livre-arbítrio fazer ou deixar de fazer. Feito espontaneamente, por vontade própria, sem constrangimento ou obrigação.

Durante nossa jornada tivemos a oportunidade de conhecer vários tipos de voluntários. Entre eles, Dona Iraci, que há mais de 66 anos acorda às 3h da manhã para ir até o Hospital Irmã Dulce, onde é voluntária. Conhecemos também Daniel, o jovem vendedor de trufas que se divide entre sustentar a família e ajudar os mendigos na Praça da Sé, quase todos os sábados. Nossas pesquisas nos levaram também a Dona Del, fundadora da Escolinha de Futebol Pé de Muleque, a mensalidade da mesma é paga pelas boas notas na escola. O projeto, que fica localizado em uma comunidade carente conseguiu afastar muitos jovens do mundo das drogas e do crime. Além de formar atletas.

Observamos algo incomum entre os voluntários que entrevistamos, o sentimento de solidariedade, dar sem esperar nada em troca. Mas como tudo tem dois lados, o destino nos levou a conhecer um jovem, o mesmo preferiu ficar no anonimato, não nos disse o motivo, mas talvez por não se orgulhar de sua declaração “sou contra o trabalho voluntário, jamais faria nada de graça para ninguém, o governo que deve cuidar da população, se ele não faz, não sou eu que vou fazer”.

Sua afirmação não o torna pior e nem melhor do que ninguém e até concordamos com ele que muitas obras sociais não existiriam se as políticas públicas funcionassem. Mas elas não funcionam como deveriam. Não somos obrigados a ajudar ninguém, mas nada adianta ficarmos parados enquanto o mundo se degenera.

Se não fosse esse tipo de trabalho, a sociedade estaria bem mais carente. Coletamos depoimentos de várias pessoas que foram beneficiadas pelo trabalho dos voluntários, cresceram com o apoio recebido e tornaram-se também voluntários. Isso é uma corrente do bem.

São vários os motivos que levam um indivíduo a querer praticar esse bem, seja religioso, político ou social. O importante é ação e não o motivo de ter sido realizada. Para os que não têm tempo já é possível ser voluntário online, basta compartilhar nas redes sociais as campanhas desenvolvidas pelas organizações e voluntários independentes. São diversas as áreas de atuação para o voluntário. Pode ser em um asilo, creche, associações de animais ou grupos de proteção ao meio ambiente.

A Organizações das Nações Unidas instituiu em 1985, o dia 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntário. O intuito era promover ações de voluntariado em todo o mundo.

Concluímos nosso trabalho com a nota máxima, mais a maior lição que aprendemos foi ter percebido que apesar de sermos uma espécie complicada, que auto se destrói, ainda assim somos capazes de pensar e ajudar o outro, na esperança de um mundo melhor e mais solidário.

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