E quando se pede que apague
O fogo que não labora em canto
Que não vinga, por mais que afague,
Da borda à base, o corpo santo.

E se não basta afago ou reza,
E se não podes mais poder
Rezar para o santo que preza,
Volta já à sina besta de querer.

Rompe o vácuo orgástico,
Arranca a veste que te prende
Às ilusões vãs de quem vende
A si mesmo o tom dramático.

Vai!

Esquece o que te firma à fórmula

Vai!

Não te medes por espelhos de homofonia

Vai!

Faz de teu gosto tua rima, teu caminho, teu canto…

Vai.

Sede o fim de tua sede

De ser nada além de ti.

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