Depois de 24 anos sem ganhar a presidência da França, o regime socialista volta a governar o país com a vitória de François Hollande sobre Sarkozy, o único presidente francês que não conseguiu se reeleger nos últimos 30 anos.

Pode-se dizer, sem sombra de dúvidas, que a grande crise econômica, que continua alarmando tantos países pertencentes a UE, foi um dos fatores de maior contribuição para a derrota do atual presidente. Os planos de austeridade fiscal – envolvendo cortes nos gastos públicos, redução de funcionários, diminuição dos benefícios para servidores estatais e aumento da idade para aposentadoria – impostos por Sarkozy, que também pressionou outros países europeus a adotarem tais medidas, fez com que a população sentisse na pele os efeitos da queda do euro.

Por mais que a situação econômica europeia seja extremamente alarmante, a população não aceita ser altamente prejudicada e por isso escolhe novos governantes na esperança de que outras medidas sejam adotadas no combate à crise. Mas será que sacrifícios como esses não seriam necessários, tendo em vista que a crise se agrava cada vez mais em países europeus, requerendo soluções cada vez mais austeras para lidar com um problema de tamanha repercussão?

Isso me faz lembrar a grande rejeição que o presidente Obama sofreu logo que entrou no poder, em razão de um desgaste econômico que acarretou em muitos desempregos. Mas devemos levar em consideração que, se uma das maiores potências mundiais sofre uma crise como a de 2008, a sua recuperação não ocorreria de um dia para o outro.


Por Mariana Mascarenhas
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